Caros amigos, o motivo que vem à nossa reflexão hoje é o impressionante crescimento no uso das redes sociais no mundo. Tenho certeza de que nesse momento, você que está lendo este artigo, está pelo menos com um perfil conectado. Se não estiver, está pensando seriamente em conectar, pois o próprio sistema nos coloca nessa situação de um desejo constante de se manter “ligado” ao mundo lá fora. Aquele que não adere a essa modalidade de vida, termina retrocedendo, ou melhor, ficando desatualizado.
Nos últimos dias, a empresa europeia de pesquisas Insites Consulting, realizou e divulgou números de uma pesquisa, com a finalidade de se analisar o número de pessoas no mundo, que usam as redes sociais. A referida pesquisa se estendeu a mais de trinta países, e ficou claro no resultado que um bilhão de pessoas usam as redes sociais, ou seja, dos cem por cento de usuários dos computadores e aparelhos eletrônicos, setenta por cento está conectada às redes. É muita gente! A mesma pesquisa ainda apresentou que noventa e três por cento dos entrevistados estão satisfeitos com as páginas que já existem, e que não é necessário que se criem mais. No ranking das dez redes mais usadas, como era de se esperar, está em primeiríssimo lugar o Facebook, seguido do MySpace e do Twitter. Outra rede que vem crescendo constantemente é o Instagram.
Agora vem o ponto central de nossa conversa: até que ponto podemos tirar benefícios do uso das redes sociais? Será que temos controle e percebemos quando estamos viciados e não mais utilizando para um bem?
Um dos grandes benefícios desta área, é a rapidez com que se espalham as notícias. Em questão de segundos, com apenas um clique, tudo cai na rede. De repente, o mundo todo pode ficar sabendo do mais simples ao mais complexo acontecimento, aconteça onde acontecer. Outro ponto positivo é a rapidez na comunicação pessoal, individual, promovida pelo bate-papo. É possível se manter conectado com inúmeras pessoas ao mesmo tempo. Enfim, as redes sociais colaboram muito com o divulgar das notícias, com a comunicação instantânea, rápida entre pessoas em diversos locais do mundo e isso pode ser lavado como o lado bom da coisa.
Vamos ao lado ruim. Vício! Este é sem dúvida o lado pior. Aquele impulso incontrolável de quem não consegue mais se livrar de algo. A pessoa se torna escrava do desejo. Tem que fazer. Tem que saciar aquela sede imensa que parece que sufoca. Muitos hão de concordar comigo. É quase que impossível, acordar, ligar o computador e não abrir o Facebook, ou qualquer outro tipo de rede social que se tenha. Cito o Facebook, pois é a campeã no mundo. Muitos têm uma imensidão de trabalhos para fazer, de metas para alcançar no dia, mas não deixa de se dobrar àquela velha “curtidinha”, ou à tradicional passeada no seu mural, para ver todas as novidades e quem sabem compartilhar algo interessante. Porém a situação é mais grave ainda. Nos últimos tempos tem ficado claro, o quanto o uso excessivo dos sites de relacionamento, têm causado danos à vida de muitas pessoas. Tantos têm se atrasado em seus trabalhos, tem deixado de estudar com dedicação, por conta do vício.
Outro ponto que nos faz refletir é a exposição pessoal que muita gente tem se colocado. Nos perfis o que mais estamos vendo, são demonstrações exageradas de fatos íntimos e isso descamba a um âmbito mais amplo, pois há muitas pessoas que se expõem e expõem o outro. Os perfis falsos também incomodam demais. Essa é uma arma usada por muitos, para que possam postar algo que lhe comprometeria, caso revelasse sua identidade. No entanto, os perfis falsos estão ameaçados pela tecnologia. Não adianta mais postar algo que comprometa o outro, sem que se descubra de onde veio tal acusação. A justiça está muito bem armada, portanto, antes de postar algo que denigra a imagem de outrem, é preciso ter certeza e ter provas do fato. Do contrário a confusão estará armada.
       A multiplicidade de usuários das redes sociais, nos dá um amplo território de pesquisas e de opiniões. Há muitos que se utilizam delas somente para diversão, passar o tempo. Há aqueles que as têm como um vício, um hábito incontrolável e por essa razão termina sendo algo maléfico à sua vida. Há aqueles que usam para negócios, para divulgação de bons e maus projetos. O mais comum é que nossas redes sociais, têm se tornado um ambiente de desabafo e de exposições desnecessárias. Muitos fazem questão de divulgar tudo. A hora que sai, a hora que chega e para onde foi. Tem gente que está usando para mandar indiretas e para atingir pessoas, quando não há coragem para enfrentar cara a cara com a finalidade de resolver os problemas. É preciso tomar cuidado, pois corremos um grande risco de ao invés de nos aproximarmos uns dos outros, irmos aos poucos nos afastando e pondo um fim nas relações humanas, com o contato pessoal. É preciso saber usar as novas tecnologias e tê-las ao nosso dispor e não nos colocarmos ao dispor delas. Recordemos: as redes sociais foram feitas para os homens e não os homens para as redes sociais.
Por Wellington Santos
Graduando em Filosofia pela UFCG
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