O secretário de Relações do Trabalho do
Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, afirmou nesta terça-feira
(28) que "mais de 90%" dos servidores do Executivo assinarão acordo com o
governo federal para encerrar a greve no serviço público federal.
Terminou nesta terça o prazo dado para que
os sindicatos decidissem sobre a proposta de reajuste oferecida pelo
governo, de 15,8% "fatiado" em três vezes até 2015.
"Algumas categorias não assinarão, mas a
imensa maioria sinalizou para a gente que virá até hoje no fim do dia",
afirmou o secretário.
Ele não especificou cada uma das
categorias que chegaram a acordo com o governo. Entre os que assinaram,
Mendonça mencionou servidores de universidades federais, professores do
ensino superior, funcionários da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e
servidores do IBGE.
Segundo ele, há uma reunião marcada ainda
nesta terça com os representantes das agências reguladoras, uma das
categorias que ainda não havia se manifestado sobre a proposta.
O secretário afirmou que o governo
negociou com 35 categorias, das quais cerca de 30 aceitaram o reajuste
proposto. Destas, 18 são representadas pela (Confederação dos
Trabalhadores do Serviço Público Federal), que decidiu retornar ao
trabalho na segunda-feira (3).
Sobre a reposição de horas paradas, o
secretário disse que “sem o término da greve não há discussão”. Segundo
ele, o plano de reposição das horas trabalhadas vai ser discutido com os
órgãos onde houve greve. “A CGU (Controladoria Geral da União) vai
acompanhar esse plano de reposição se houver acordo.”
Entre as categorias que rejeitaram a
proposta do governo está a dos policiais federais, representada pela
Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef). "O governo conhece
nossas reivindicações, sabe que não estamos lutando por índice de
recomposição de perdas salariais, mas sim para sermos reconhecidos como
carreira típica de estado de nível superior", diz o presidente da
Fenapef, Marcos Wink.
Segundo o ministério, as negociações
realizadas depois desta terça poderão continuar, mas um eventual acordo
só será incluído no Orçamento de 2014. "[Com] quem decidiu não assinar,
voltamos a discutir no ano que vem, com impactos em 2014", disse o
secretário.