Prefeitos de Caraúbas, Congo e S. João do Cariri não prestam contas dos gastos no São João e recebem ultimato do TCE
O Tribunal de Contas do Estado deu um prazo de 15 dias para que
prefeitos de nove cidades prestem esclarecimentos sobre o não envio de
informações acerca dos gastos com festas juninas no exercício de 2013. O
prazo foi estabelecido pelo conselheiro André Carlo Torres Pontes, que
também incluiu na lista todos os contadores das prefeituras.
As informações terão de ser prestadas pelos prefeitos Amauri Ferreira
de Souza (Barra de Santana), Severino Virgínio da Silva (Caraúbas),
Romualdo Antônio Quirino de Sousa (Congo), Joana Darc de Queiroga
(Massaranduba), Natália Carneiro (Ouro Velho), Íris de Céu de Sousa
(Zabelê), Silvana Fernandes (Santo André), Valter Marcondes Medeiros
(São João do Cariri) e Francisco Alípio Neves (São Sebastião do
Umbuzeiro).
O TCE baixou uma Resolução Normativa determinando a remessa de
diversos documentos pelas prefeituras relativos à realização de festas
locais, no prazo de até 30 dias contados do último dia do mês da
festividade. No caso dos festejos juninos, as informações deveriam ser
prestadas até o dia 30 de junho. Em caso de descumprimento, a Resolução
prevê o pagamento de multa no valor de R$ 1 mil, acrescido de R$ 100,00
por cada dia de atraso.
De acordo com o Grupo Especial de Auditoria do TCE, as nove
prefeituras não encaminharam os documentos, nem apresentaram qualquer
justificativa. “É imperioso frisar a necessidade de todo e qualquer
gestor público prestar contas de seus atos. Tal obrigação decorre do
fato de alguém se investir na administração de bens de terceiros. No
caso do Poder Público, todo o seu patrimônio, em qualquer de suas
transmudações, pertence à sociedade, que almeja testemunhar sempre uma
conduta escorreita de seus competentes gestores”, afirma o conselheiro
André Carlo.
Ele fixou o prazo de 15 dias para que os gestores justifiquem o não
envio dos documentos ou então apresentem os comprovantes das despesas
relativas aos festejos juninos das prefeituras. “A falta da apresentação
dos documentos exigidos enseja a aplicação de multa prevista no artigo
4º da Resolução”, afirmou.
MUNICÍPIOS TORRAM R$ 7,8 MILHÕES
Em agosto, um levantamento realizado pelo TCE mostrou que 64
prefeituras paraibanas que decretaram emergência por causa da seca
gastaram R$ 7,8 milhões com festas juninas em 2013.
O maior gasto ficou com a prefeitura de Solânea, que investiu R$
757.340,00. Em seguida vem Monteiro, com R$ 420.500,00. O presidente do
TCE, Fábio Nogueira, esclareceu que a realização de gastos com festas
não caracteriza nenhuma irregularidade. “O que há de se observar são os
princípios da razoabilidade e da economicidade”, destacou.
Com Jornal da Paraíba
Foto: Cariri em Foco
