Custo da construção volta a subir na ParaíbaO paraibano está pagando cada vez mais caro pelo custo  da construção civil. Em agosto, o Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) voltou a subir na Paraíba (0,52%) acima da média do Nordeste (0,33%) e se configurou como o Estado mais caro da região neste segmento.  Com o resultado, o preço médio do metro quadrado  da construção passou de R$ 825,43 (em julho) para R$ 829,72 (em agosto). O valor no mês passado foi bem acima da média da Região Nordeste (R$ 782,93).

Em julho, apesar do preço do metro quadrado da construção no Estado registrar queda de  5,90%, foi o mais caro do NE, ou seja, apresentou o mesmo desempenho de agosto. O Sinapi é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com a Caixa Econômica Federal. A pesquisa leva em consideração o preço do material e a mão de obra.

A radialista Gláucia Araújo, moradora do bairro do Geisel, em João Pessoa, sentiu o peso deste serviço no orçamento familiar durante uma reforma que ela está realizando em casa.
Somente na construção do banheiro ela disse que o orçamento extrapolou, e os  R$ 3 mil previstos para serem gastos inicialmente passaram para R$ 5 mil. “Sem falar na má qualidade do serviço. Algumas vezes o pedreiro teve que refazer o acabamento porque estava muito mal feito. Com isso, a obra demorou quatro vezes mais do prazo estimado para ser concluída”, confessou Gláucia Magalhães.

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa (Sinduscon-JP), Fábio Sinval, disse que a carência de mão de obra qualificada é um problema enfrentado pelos consumidores e isso encarece o preço da construção civil na Paraíba. Sinval contou que o piso salarial mensal de um pedreiro de acabamento, capacitado para atuar em fachada, é de R$ 1.000 no Estado. Mas por conta da carência de profissionais, este salário médio por mês salta para R$ 2.000 ou R$ 2.500.

“Estamos fazendo uma campanha publicitária, que já está sendo divulgada na imprensa, convidando os jovens a conhecerem mais a área da construção civil, que se tornou uma boa oportunidade de trabalho na nossa região. O Senai também está abrindo cursos de qualificação nesta área”, explicou.

O presidente do Sinduscon-PB, Lamir Motta, também reforçou que o encarecimento do serviço em Campina Grande e região próxima deve-se à falta de profissional preparado. A grande demanda de serviços contrasta com a oferta de trabalhadores e por isso, segundo ele, o preço do serviço aumenta.

“Os materiais usados na construção civil não tiveram grandes aumentos nos últimos meses, mas a mão de obra é o que pesa mais neste segmento. O Senai está expandindo a quantidade de cursos oferecidos nesta área em Campina Grande e colocando unidades móveis para capacitar os trabalhadores nas empresas”, contou.

Com JP Online

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