Apesar de ainda não ter sido iniciada, a Jornada Mundial da Juventude
(JMJ) 2013 já começou a mobilizar os católicos na Paraíba. Desde o
último domingo, 24 estrangeiros estão no Estado, se preparando para
participar do evento, que ocorrerá entre os dias 23 e 28 deste mês. São
12 homens e 12 mulheres vindos dos Estados Unidos, Índia e China. Eles
ficarão até o próximo domingo no Convento Ipuarana, localizado em Lagoa
Seca, no Agreste paraibano, onde participarão das atividades do Polo
Agroecológico da Borborema.
Já em João Pessoa, cerca de 80 jovens começaram ontem a participar da
Semana Missionária, uma atividade que antecede a Jornada Mundial. Eles
moram na capital e em outras cidades do interior e, durante cinco dias,
permanecerão fazendo missões religiosas longe de casa. “Até o dia 20
deste mês, eles serão hospedados em paróquias de outras cidades para
conhecer a realidade dessa região. Ao término desse prazo, uma parte dos
jovens vão para a jornada e outra parte volta para a casa da família
deles”, disse o coordenador do Setor da Juventude da Arquidiocese da
Paraíba, Felipe Alves.
O estudante Herik Winicius, 17 anos, está participando da Semana
Missionária. Ele é natural do município de Lucena e será enviado para a
cidade de Ingá, distante a 120 quilômetros.“Estou ansioso para conhecer
essa nova cidade. Quero fazer missões religiosas e estudar um pouco mais
sobre a nossa fé”, disse.
A viagem dos jovens paraibanos e dos estrangeiros se enquadra em uma
metodologia conhecida como experiências Magis, que pretende oferecer uma
vivência sobre uma nova realidade, de modo a provocar uma reflexão
sobre os diferentes aspectos dos valores da vida em comunidade e sua
relação com Deus.
Segundo o padre colombiano Alfredo Ferro, que coordena o grupo
visitante, todos os estrangeiros são ligados às pastorais jesuítas em um
desses três países, e que o conhecimento das atividades locais irá
ajudá-los a levar experiências para as comunidades onde prestam serviço.
“O conhecimento das atividades do Polo da Borborema será muito
importante para esses jovens porque eles vão poder levar as experiências
desenvolvidas daqui para os países onde eles vivem. Vamos levar todos
eles para conhecer as feiras agroecológicas, e também os trabalhos que
são feitos pelos membros das comunidades que fazem parte do polo. Todos
estão bastante entusiasmados em conhecer uma cultura diferente”,
explicou o padre.
Após passarem todo o dia de ontem realizando atividades em grupo no
convento, a partir de hoje os 24 jovens passarão a conhecer mais de
perto as experiências desenvolvidas pelos membros o polo. E serão em
visitas às comunidades rurais das cidades de Remígio, Massaranduba e
Lago Seca que eles irão participar de colheitas, aprenderão técnicas de
combate à pragas, entre outras atividades desenvolvidas na região do
Brejo paraibano.
Nem mesmo a barreira da língua, segundo destacou padre Alfredo, está
sendo um obstáculo para que todos os componentes do grupo possam
aproveitar ao máximo sua estadia na Paraíba. Além de contar com um
tradutor, é a interação em grupo e vontade de aprender e ajudar que eles
têm que facilita a convivência em um lugar onde todos estão vindo pela
primeira vez. “Eles são jovens com muita energia. Essa dificuldade da
língua eles superam facilmente. A vontade de aprender é bem maior do que
qualquer outro sentimento”, atestou.
Prova disso é o jovem polonês Kamil Boberek, 28 anos, que estuda e
presta serviço comunitário na Ilha de Taiwan, que pertence à China, e
que pela primeira vez vem à América do Sul.
Feliz com a receptividade que recebeu e com a quantidade de coisas
novas que tem aprendido, ele apontou que a os elementos da cultura local
são os que mais chamaram a sua atenção. “As nossas diferenças são muito
grandes. Mas eu espero aprender e conhecer ainda mais as técnicas
utilizadas pelas pessoas daqui”, disse o jovem que há quatro anos estuda
Teologia na ilha chinesa. (Colaborou Nathielle Ferreira)
Com Kleide Teixeira e Givaldo Cavalcanti do JPBOnline
