
A polícia informou na noite desta segunda-feira (8) que um
corpo foi encontrado enterrado no quintal de uma casa e acredita ser da
estudante Fernanda Ellen, de 11 anos, que estava desaparecida desde o dia 7 de
janeiro, quando voltava da escola. No fim da tarde de hoje um vizinho da
família da vítima foi detido e uma escavação teve início na casa dele, no
bairro do Alto do Mateus.
O Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil (GOE)
informou que o suspeito confessou ter matado a estudante e enterrado em sua
casa. Ainda assim, o Gerente Executivo de Medicina e Odontologia Legal (Gemol),
Fábio de Almeida Gomes, disse que há fortes indícios que o corpo seja da
menina, mas que somente após o exame de DNA será possível ter certeza, por
conta do grau de decomposição em que o corpo foi encontrado.
A prisão do suspeito aconteceu depois que familiares o
acharam parecido com o retrato falado produzido com base no depoimento de uma
prostituta que havia sido detida com o telefone celular de Fernanda e disse ter
recebido de um homem como pagamento.
O delegado Aldrovilli Grisi, encarregado do caso, levou a
mulher até a casa do suspeito para ver se ela o reconhecia e, ao vê-la dentro
do carro da polícia o vizinho tentou fugir, mas acabou detido. Familiares ainda
tentaram agredir o suspeito após a prisão.
Logo que a prisão aconteceu, muita gente foi até o local e a
polícia precisou interditar a rua. O comandante geral da Polícia Militar,
Euller Chaves, esteve no local assim como o secretário de Segurança Cláudio
Lima, que convocou uma entrevista coletiva para as 10h na terça-feira (9),
quando explicará o caso.
Segundo Wellington Oliveira, tio da vítima e responsável por
chamar a polícia mais cedo, o homem que foi detido parecia muito com o retrato
falado feito pela polícia. “O suspeito tinha traços do homem do retrato falado
e estava com um comportamento estranho. Nós chamamos a polícia, que já chegou
com a testemunha. Quando ele viu a mulher no carro, tentou correr”, relatou.
Ele garantiu que a prostituta reconheceu o homem.
Fernanda Ellen
A estudante desapareceu na tarde do dia 7 de janeiro, quando
voltava da escola no bairro Alto do Mateus, onde havia ido buscar o boletim.
Após várias semanas de buscas, a Secretaria de Segurança destacou um delegado
para cuidar do caso, Aldrovilli Grisi.
A família desponibilizou vários telefones para receber
informações que levassem à menina ou que desse pistas à polícia, mas receberam
apenas milhares de trotes. Em março,
empresários da cidade chegaram a oferecem R$ 10 mil para quem desse informações
que levassem à estudante ou ao seu corpo.
Com G1