A
Corregedoria do Tribunal de Justiça do estado participou da
investigação que tinha como alvo o juiz José Edvaldo Albuquerque de
Lima, titular do 2º Juizado Especial Misto de Mangabeira, bairro de
João Pessoa.
Os advogados de autores de ações eram convencidos a
participar do esquema. Segundo a Polícia Federal, muitas vezes as
multas tinham valores muito acima dos normalmente aplicadas. Em geral,
as multas eram pagas por pessoas que perdiam a ação, mas não eram
entregues aos autores.
Durante as investigações, que tiveram
início no ano passado, foram realizadas escutas telefônicas e quebra
de de sigilo fiscal. Não se sabe o valor arrecadado pelo bando nem o
número total de vítimas do golpe.
- Os indícios apontam que o
chefe da quadrilha era o juiz. Mas as investigações ainda vão
prosseguir - disse o delegado Conrado Almeida.
De acordo com o
delegado, havia um integrante da quadrilha encarregado de coagir as
vítimas que denunciassem a existência do esquema. Os policiais civis e
militares entravam em ação nessa hora. Muitas vezes eram feitos
boletins de ocorrência com informações falsas contra os denunciantes.
Entre os presos, está um delegado da Polícia Civil da Paraíba.
As
investigações tiveram início a partir de uma outra operação em que
eram apurados pagamentos do seguro DPVAT. Os presos devem responder,
entre outros, pelos crimes de corrupção, formação de quadrilha, ameaça
e apropriação indébita. Também foram cumpridos ontem 16 mandados de
busca e apreensão nas casas e escritórios dos suspeitos de integrar a
quadrilha.
Com Globo