Cerca de 60 pessoas compareceram a uma audiência pública nesta segunda-feira (4) na sala de audiências do fórum desembargador Evandro de Sousa Neves, em Juazeirinho, para tratar sobre a polêmica abertura da comporta da Barragem de Mucuitu para beneficiar agricultores do município de Santo André.

A audiência foi conduzida pelo promotor em substituição da Comarca de Juazeirinho, Pedro Alves Nóbrega, que trouxe consigo para participar do debate, o procurador das curadorias da Paraíba, Beltrand Asfora.

Além de agricultores e pescadores, autoridades de Juazeirinho e Santo André estiveram presentes, a exemplo do prefeito, Bevilacqua Matias (PRB) e do presidente do parlamento santoandreense, Edglay Fidélis (DEM).

A advogada, Patrícia Gambarra procuradora do município de Santo André, representou o prefeito, doutor Lonza (PSD).

O pároco juazeirinhense, padre João Jorge Riltvield, bem como o diretor da AESA, Chico Lopes e o vereador de Lagoa Seca e produtor de frutas e criação de peixe, na Barragem de Mucuitu, participaram e deram opinião sobre o imbróglio.

Após intenso e acalorado debate, onde o Ministério Público ouviu as explicações e ponto de vista de todas as partes envolvidas, ficou definido que a AESA, responsável pelo monitoramento de Mucuitu, vai medir o nível da água a partir desta terça-feira (5) com a comporta aberta em cinco volta e, durante um período de 30 dias, uma nova audiência pública será marcada para discutir o fechamento ou não da comporta, já que houve muita divergência entre os juazeirinhenses e santoandreenses com relação ao assunto.

Entendendo o assunto

Com 66,4% de sua capacidade, o açude Mucutu, em Juazeirinho, teve sua comporta aberta no início do maio para perenizar o leito do Rio Taperoá que leva água a população ribeirinha da cidade de Santo André. A abertura da comporta em uma vazão inicial de 15 voltas se deu por autorização da AESA após solicitação de lideranças políticas e comunitárias de Santo André, que atestaram os efeitos da seca na cidade.

Pelo relatório da AESA, os 15% de vazão na abertura da comporta só aconteceu até o dia 22 de maio, quando após regularizado o fluxo de água no rio, a abertura ficou restrita a 5 voltas apenas.

Agricultores de Juazeirinho e lideranças acreditam ser um desperdício a abertura da comporta do Açude Mucuitu e dizem que estão sendo prejudicados com o excesso de água sendo jorrado do manancial. Já os agricultores de Santo André e até de Parari atestam os benefícios que a perenização do Rio Taperoá trouxe para os animais e plantações ribeirinhas, em pleno período de estiagem.

Com Heleno Lima e De Olho no Cariri

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