Candidato a vice-governador na chapa do senador Cássio Cunha Lima (PSDB), da Coligação A Vontade do Povo, o deputado federal Ruy Carneiro concedeu entrevista na tarde desta quinta-feira, 7, para desconstruir informações que o governador Ricardo Coutinho (PSB) tenta emplacar como verdades absolutas, em termos de leitos hospitalares no Estado.

- É muito complicado quando o governante tenta fazer comparações entre governos usando números inventados de última hora, como tem sido feito constantemente em relação ao número de leitos hospitalares na Paraíba - declarou Ruy Carneiro. Segundo ele, a fala insistente do governador dizendo que aumentou o número de leitos no Estado, variando entre 600 e 800 leitos, a depender da platéia, “é faltar com a verdade com o povo paraibano”.

Segundo os dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde, a Paraíba tem hoje, pelo menos, 1.372 reservados para o SUS em comparação ao que existia em 2011. "Estes são números oficiais e o governador insiste nessa “tese da mentira repetida". Conforme Ruy Carneiro, basta acessar o site do Ministério da Saúde, através do link http://datasus.saude.gov.br/ e qualquer pessoa poderá tirar as dúvidas acerca dos números do setor na Paraíba.

Sem reconhecimento

O candidato a vice-governador da chapa de Cássio lamentou, ainda, que o governador insista em desqualificar o trabalho de todos os seus antecessores e, para isso, não reconhece qualquer mérito na ação dos outros governadores.

- Ele tenta esquecer que foi, na gestão de Cássio, que o Hospital Arlinda Marques teve o seu número de leitos dobrados e que foi naquele período que a unidade hospitalar, especializada em pediatria, foi dotada de uma moderna UTI Neo Natal. “Esquece” ainda a arrojadas reformas realizadas na Maternidade Frei Damião e no Hospital Clementino Fraga que receberam volumosos investimentos.

Mortalidade infantil

Para Ruy, é lamentável que tenhamos deixado de reduzir a mortalidade infantil nos últimos três anos como aconteceu na Paraíba neste período de governo. "Desde 1990, todos os governos reduziram a mortalidade infantil", afirmou.

Ele lembrou que, ao assumir o governo em 2003, Cássio encontrou a taxa de mortalidade infantil em cerca de 30,9 para grupo de mil crianças nascidas vivas. Ao sair do governo em 2009, essa proporção caiu para 17,6/1000. “O lamentável é que, passados três anos, o dado é praticamente o mesmo: 17,5/1000”.

Para o candidato a vice governador, além do fechamento de leitos hospitalares, seguramente o fim de programas importantes como o Leite da Paraíba, que distribuía 120 mil litros de leite diariamente e o Boa Nova que praticamente dobrou os índices de saneamento no Estado, contribuíram para esse quadro que podemos considerar negativo como política pública, lamentou.

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