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O caso da adolescente de 18 anos que morreu na noite dessa quarta-feira (13) após sofrer um infarto dentro da sala de aula, em uma faculdade de João Pessoa, chamou a atenção dos paraibanos e deixou muitos deles preocupados com a saúde do coração. O número de ocorrências do tipo na Paraíba é um dos maiores do país. Somente no último ano, 1.899 pessoas morreram vítimas de infarto.

De acordo com dados da Secretaria de Saúde do Estado, em média 158 pessoas morrem por mês no estado em conseqüência da doença, são praticamente cinco paraibanos mortos por dia. E casos com esse da adolescente, têm sido uma constate nos últimos três anos, entre jovens na faixa etária de 20 a 40 anos.

O Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) aponta um aumento de 13% no número de internações de jovens por infarto no último ano no Brasil. O dado preocupa, pois, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença é a maior causa de mortes no mundo, chegando a 17 milhões de vítimas no ano. No primeiro semestre de 2013, segundo dados do Ministério da Saúde, 427 pessoas entre 15 e 29 anos foram internadas com problemas cardíacos.

O infarto no agudo miocárdico ocorre quando o fluxo de sangue para uma parte do coração é bloqueado por um tempo prolongado, podendo o músculo sofrer danos ou morrer. Os sintomas mais comuns que indicam algo de errado com o coração são dores no peito por mais de 30 minutos e que se espalham para o pescoço, mandíbula ou costas. Também podem ocorrer náuseas, vômitos, suor intenso e falta de ar.

Conforme médicos especialistas, o infarto entre jovens tem sido causado pelos maus hábitos alimentares, sedentarismo e estresse. As drogas também influenciam diretamente nas complicações do quadro. Jovens que utilizam muito energéticos, cigarros, bebidas alcoólicas, anabolizantes e outras substâncias estimulantes têm maior probabilidade de ter a doença.

A boa notícia é que o infarto em jovens tende a matar menos porque, em geral, o coração deles é mais “saudável” e ainda não sofre de co-morbidades que afetam os mais velhos, como a diabetes e a hipertensão. Já a má notícia é que o infarto deixa uma cicatriz no coração. O jovem fica sequelado, com uma redução da função ventrilar, diminui a contratividade, o coração bate mais fraco. E essa marca é para o resto da vida.

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