A Secretaria de Saúde do Estado registrou nos dois meses deste ano 12 casos de meningite e um óbito. O maior número de casos da doença foi registrado em João Pessoa, com sete de causa não especificada.
Campina Grande vem em segundo lugar com o registro de quatro casos Grande ( 02 meningite viral ou asséptica e 02 não especificada). O outro caso de meningite foi registrado em Patos, Sertão paraibano, também de causa não especificada.
De acordo com Anna Stella C. Pachá, chefe do NDTA/SES-PB, nenhum caso de meningite meningocócica, causa mais comum de meningite bacteriana em crianças e a segunda causa mais comum de meningite bacteriana em adultos, foi registrada.
Ainda de acordo com Anna Stella Pachá, a Secretaria Estadual de Saúde esta buscando mais informações junto a Secretaria municipal de CG sobre o óbito ocorrido para investigação e tomar as ações cabíveis.
CONDUTAS FRENTE A UM CASO SUSPEITO DE MENINGITE SEGUNDO PROTOCOLO PRECONIZADO PELO MINISTÉRIO DA SAÚDE
Conduta:
Notificação do caso;
Hospitalização imediata;
Isolamento do paciente durante as primeiras 24 horas do tratamento.
Coleta de líquor cefalorraquidiano e soro para esclarecimento diagnóstico e fezes quando a suspeita for de etiologia viral;
Instalação de medidas de suporte geral e instituição de terapêutica específica, conforme a suspeita clínica;
Usar antimicrobianos, como: antibióticos, antimicóticos, antiparasitários, etc., de acordo com o agente etiológico identificado;
Desinfecção concorrente de secreções nasofaringeas e objetos contaminados nos casos de etiologia bacteriana por Neisseria miningitidis e Haemophilus influenzae;
Investigação epidemiológica de todos os casos notificados, pelos núcleos hospitalares de epidemiologia, gerencias regionais de saúde junto as secretarias municipais de saúde para que se obtenha as características clínicas do caso, análise dos dados laboratoriais e as possíveis fontes de transmissão da doença.
A indicação de quimioprofilaxia será apenas para os contatos íntimos dos casos de doença Meningocócica ou Meningite por Haemophilus influenzae.
Ressaltamos que a quimioprofilaxia só está indicada para Doença Meningocócica e Meningite por Haemophilus influenzae, confirmada pela bacterioscopia , cultura e pela clínica nos casos de Meningococcemia (presença de petéquias). A droga de escolha é de uso restrito visando evitar estirpes mais resistentes.
ORIENTAÇÕES PARA OS CASOS DE MENINGITES VIRAIS
As Meningites assépticas ou virais podem ser causadas por diversos vírus dentre eles os enterovírus que são os principais responsáveis, apesar de outros vírus também poderem causar a doença.
O quadro clínico é similar ao das demais Meningites agudas, entretanto ao exame físico chama a atenção o bom estado geral associado à presença de irritação meníngea. A duração do quadro geralmente é inferior a uma semana, sem complicações, exceto nos portadores de alguma imunodeficiência.
As meningites virais apresentam na grande maioria dos casos evolução benigna, o internamento é indicado para recomposição hídrica e eletrolítica e acompanhamento da evolução, vez que os sintomas podem ser intensos e necessitar de acesso venoso. Em alguns casos pode ocorrer convulsão.
O tratamento é sintomático, na grande maioria dos casos com hidratação venosa, uso de analgésicos, antitérmicos e antieméticos. O único caso para o qual existe tratamento específico é na meningoencefalite herpética, cujos sinais de encefalite predominam (desorientação, agitação, torpor e coma).
A notificação do caso é imediata.
Não existem vacinas para Meningites Virais.
Recomendações: medidas gerais de higiene, evitar aglomerados, manter-se em ambientes aerados e procurar assistência médica ao aparecimento dos sinais e sintomas característicos.
Com Click PB
