A Mandala, dinâmica de plantio de diferentes tipos de hortaliças em
círculos, muito utilizada pelos agricultores paraibanos, serviu de
inspiração para a criação do projeto pedagógico “Mandala de Projetos:
tecnologia, educação e complexidade”, do professor especialista em
Educação Contextualizada, Arysttótenes Prata (foto), da Escola Estadual
Francisco de Assis Gonzaga, na Prata.
O projeto do professor Ary Prata, partindo do conhecimento popular do
sistema de produção em mandala, procurou dinamizar o processo de
pesquisa científica com os alunos do ensino médio e contemplar o
pensamento pedagógico pautado na Complexidade e Convergência da Educação
e Educação 3.0; o objetivo principal do projeto é fazer dos estudantes,
criadores de temáticas de pesquisa a partir de ideias comuns ao
cotidiano da região, a partir de cada ideia, realizar uma pesquisa de
campo que pudesse resultar em produção de conhecimento que possa ser
aproveitado pela escola e pela sociedade e, de quebra, aprender mais
sobre a língua espanhola, disciplina base do projeto.
Munidos de muita criatividade, os estudantes da Prata pesquisaram e
criaram, eles próprios, Blogs e vídeos que divulgam a produção de
conhecimento dos grupos para os quatro cantos do mundo. Exemplos de
pesquisas como o “Balaio da Medicina Alternativa”, “Senzala de Mitos e
Verdades” e “Cangaço Revisitado: vida e morte de Clementino Quelé”;
abordam uma pesquisa séria sobre o uso dos remédios fitoterápicos
produzidos a partir de plantas nativas do cariri; uma análise sobre a
escravidão na região e existência de negros escravizados e vivendo na
famosa senzala da Prata e, para a surpresa de muita gente, a
apresentação de Clementino Quelé, ex-cangaceiro e um dos maiores
inimigos de Lampião, que viveu e faleceu naquela localidade.
Um grupo de estudantes esta finalizando um espaço temático em memória
e honra dos judeus que pereceram na Segunda Guerra Mundial. Com o
título “Shoá Revisita: para não esquecer jamais!”, o professor em
conjunto som seu alunos criaram um espaço de visitação e estudo sobre a
vida antes e pós-genocídio.
Os trabalhos dos alunos e do professor Ary Prata, serão exibidos na
Mostra Cultural marcada para a semana das festividades da Padroeira
Nossa Senhora do Rosário, mas o professor já comemora o sucesso do
projeto através da produção dos alunos e do compromisso de continuar em
frente na pesquisa científica sem desprezar a cultura popular do
semiárido.
