A proposta do Varal Poético é propor um
encontro mensal em que a literatura seja expressa das suas mais diversas
formas: declamada, escrita e encenada.
Esta edição será aberta por um esquete
conduzido pelo diretor Flávio Melo com alunos da turma de teatro da
Estação. Em seguida, estudantes da modalidade de Educação de Jovens e
Adultos (EJA), da Escola Estadual Padre Paulo Roberto de Oliveira,
recitarão uma poesia e distribuirão cordéis próprios ao público
presente. Na ocasião, também será exibido um documentário da estudante
de Comunicação da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Ana Célia,
sobre a vida e a obra do pintor e poeta de Sumé, Miguel Guilherme, morto
em 1995. A plateia também terá alunos convidados da Escola Frei Albino,
do Bessa.
“A intenção desta edição do Varal é
mostrar o Cariri, seja por seus poetas, seja por suas características
presentes na literatura”, diz Maria Hawley,(de Sumé) assessora técnica
do setor de Gestão Educacional, responsável pelo projeto. “Em vários
encontros de poesia e saraus no interior, observei uma grande presençade
pessoas, então pensei: por que não trazer o Cariri para cá?”, reflete.
“Mesmo com todas as dificuldades, a região tem uma veia poética muito
latente”, reconhece. Há várias coletâneas de poesia publicadas
demonstrando isso, a exemplo de “Cariri em Versos” e “Nação
Caririzeira”.
Projeto - “Varal Poético” é um trocadilho
entre a palavra “sarau” e o local onde trechos das obras dos artistas
convidados ficam expostos antes de serem recolhidos pelo público para a
declamação. A proposta é incentivar as várias interpretações da palavra
num clima de descontração. Cada pessoa se dirige ao varal, escolhe as
estrofes que mais lhe agradam e as declama segundo a sua interpretação.
Pelo projeto já passaram de cantores e
poetas a atores, como a dupla Os Nonatos, o crítico musical Ricardo
Anísio, a poetisa e militante feminista Vitória Lima e o ator Marco di
Aurélio. Todos foram garantia de noites cheias na Estação Cabo Branco e
Estação das Artes.