O
reajuste do seguro-desemprego foi mantido em 6,2%, segundo resolução do
Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat). O
índice foi motivo de desencontro entre setores do governo, quando foi
cogitada a possibilidade de elevação do reajuste para 9%, base de
cálculo usada até janeiro deste ano e que é a mesma utilizada para a
correção do salário mínimo (R$ 678).
A Força Sindical informou que entrará com uma Ação Direta de
Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra
decisão. A entidade defende que o reajuste seja vinculado ao salário
mínimo. O conselheiro da Força Sindical, Sérgio Luiz Leite, comentou que
a proposta de reajuste de 9% foi derrotada porque os votos dos
empresários, somados aos dos representantes do governo, foram maioria e
derrotaram os dos trabalhadores – determinando placar de 9 a 7 pela
manutenção dos 6,2%.
O ministro do Trabalho, Manoel Dias, chegou a informar, em julho, que
o aumento do percentual de reajuste estava acertado com o governo.
Dias, no entanto, voltou atrás e disse que o tema ainda estava em
negociação, depois de o Ministério da Fazenda negar ter dado aval para o
aumento, no momento em que o governo faz cortes de gastos. A estimativa
era a de que o reajuste, caso fosse aprovado pelo conselho, geraria um
gasto de R$ 250 milhões até o final deste ano.
Com Jornal da PB Online
