Após um longo período de desconfiança, o Facebook parece ter, enfim,
conquistado os investidores. Nesta segunda-feira, o valor de mercado da
companhia ultrapassou a barreira dos US$ 100 bilhões. Durante o pregão,
as ações alcançaram US$ 41,94, o maior valor desde a oferta publica
inicial (IPO, na sigla em inglês), em 18 de maio de 2012. No ano, os
papéis da rede social já avançaram 52%, contra ganho de 17% do índice
Standard & Poor's 500.
O otimismo vem dos resultados
apresentados pela empresa no segundo semestre do ano, apontando que 41%
do faturamento com publicidade foi gerado em dispositivos móveis, como
tablets e smartphones.
- O mercado está ganhando confiança de que o
Facebook será uma máquina viável de geração de receita no futuro –
disse Laurence Balter, analista da Oracle Investment Research, à
Bloomberg. - As pessoas estão checando cada vez mais suas páginas no
Facebook.
No primeiro ano na Bolsa de Valores, investidores
questionaram a capacidade de o Facebook gerar receita com seus usuários,
principalmente entre os dispositivos móveis. Até mesmo a presença de
Mark Zuckerberg no comando da empresa foi posta em dúvida. Em setembro
de 2012, as ações da companhia tocaram o piso de US$ 17,73, menos da
metade dos US$ 38 no IPO.
Ao ultrapassar a barreira dos US$ 100
bilhões, a empresa não apenas demonstra poder de recuperação, como
ingressa num seleto grupo de empresas de tecnologia com tal valorização.
Fazem parte desta lista a Amazon, avaliada em US$ 132 bilhões; Intel,
com valor de mercado de US$ 112 bilhões; e as gigantes Apple (US$ 450
bilhões) e Google (US$ 290 bilhões).
Com Globo.com