União Nordestina de Prefeito avaliou a 16° Marcha de Prefeitos como positiva
A 16ª Marcha dos Prefeitos a Brasília, foi considerada positiva pela União Nordestina de Prefeitos. De acordo com o vice-presidente da entidade, José Anastácio, a onda de protestos que invadiu o país, contagiou os prefeitos participantes que cobraram da presidente Dilma Rousseff ações concretas e eficazes em prol dos municípios.

Segundo Anastácio, a vaia recebida pela presidente por parte dos prefeitos foi um retrato de que os gestores querem um país de resolutividade. Ele destacou algumas conquistas obtidas pelos gestores durante a Marcha, como os mais R$ 20 milhões aos municípios da Paraíba para o Piso de Atenção Básica Fixo da Saúde (PAB), o que representa um aumento médio de 25% na verba transferida pelo governo federal.

A presidente Dilma também anunciou a liberação de R$ 3 bilhões extras para os cofres das prefeituras brasileiras, sendo R$ 97 milhões para as cidades paraibanas. “Apesar da liberação, eles serão parcelados em duas vezes. A primeira será liberada no próximo mês de agosto, e a segunda em abril do próximo ano. O que ela tirou de uma vez, está devolvendo aos municípios dividido, o que não é benéfico”, frisou.

O vice-presidente da União Nordestina de Prefeitos Zé Anastácio afirmou que uma das revoltas dos gestores é a desoneração e isenção dos impostos que o Governo Federal vem promovendo, e que tem prejudicado os municípios. “Um deles foi a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados. Ela retirou dos pequenos municípios esse imposto que compõe o FPM para beneficiar a indústria brasileira, e as cidades, principalmente as pequenas, ficaram em uma situação difícil”, afirmou.

Além do PAB, o governo federal anunciou investimentos de R$ 4,9 bilhões destinados à construção e melhorias em 17,8 mil Unidades Básicas de Saúde no Brasil. Desse total, 8.470 unidades já foram selecionadas, com recurso previsto de R$ 2,5 bilhões. Todo prefeito ou secretário municipal de Saúde pode solicitar ao ministério este recurso. “Esperamos que o Governo Federal olhe para os municípios como entes que necessitam de apoio e atenção, pois nesse momento atravessam um momento de estagnação”, declarou.

Além das UBSs já selecionadas, outras 15.977 estão com as obras de construção ou reforma em execução. Para essas unidades, o Ministério da Saúde está investindo R$ 2,8 bilhões.

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