Os bandidos agem rápido como se estivesse em um filme de ação. Ora
encapuzados, ora de capacetes bem armados e geralmente de moto broz. A
maioria dos assaltos acontece durante a madrugada; eles buscam motos e
carros. A ação é de ladrões jovens. Eles destelham casas, sobem em
muros, abrem cadeados e portões. Muitos assaltos foram frustrados porque
os moradores atiram com revólveres, gritam e até atiram de bacamarte.
Em uma das residências que eles não conseguiram levar nada, os
criminosos voltaram e apedrejaram a casa inteira.
A população do Congo está em pânico com o tamanho da violência na
cidade nos últimos três meses, sem contar com os assaltos na zona rural
do Congo e dos vizinhos municípios de Caraúbas e no Distrito de
Barreiras de Caraúbas.
Não há registro de prisões de nenhum responsável pelos assaltos. Há
dois policiais de plantão na cidade que é fronteira com o Estado de
Pernambuco, mas tem dias que é somente um e o delegado que atua na
cidade não é exclusivo; ele atende três cidades: Congo, Sumé e Amparo.
A população solicita uma equipe de investigação permanente na cidade,
mais policiais para que sejam efetuadas rondas durante toda a madrugada
e uma barreira nas entradas, para que motoqueiros sejam identificados,
além de um delegado exclusivo para que não somente os assaltos sejam
investigados e os responsáveis presos, mas também os crimes que levaram a
assassinatos recentes sejam elucidados.
Com Jacqueline Oliveira