Segundo Vital, as empresas interessadas em elaborar os projetos de
recuperação dos açudes devem enviar propostas para a sede do Dnocs em
Fortaleza, às 15h do dia 16 de julho. Para o Senador paraibano, que
preside a Comissão Externa de Acompanhamento dos Programas de
Transposição e Revitalização do Rio São Francisco – CTERIOSFR, este é um
passo importante para a consolidação do projeto no Nordeste.
“Com esta licitação, o governo inicia a etapa da recuperação dos
açudes que vão receber as águas do São Francisco. É um passo importante,
considerando que, aqui na Paraíba, por exemplo, até agora o Governo do
Estado nada fez para recuperação dos mananciais e preparação para
receber estas águas”, afirmou Vital do Rêgo.
Investimentos e açudes beneficiados – De acordo com o edital
de licitação, serão elaborados projetos para beneficiar dois lotes de
açudes. O Lote 1 contempla os açudes Quixabinha, Lima Campos, Orós,
Banabuiu, Castanhão, Prazeres, Açú (A Gonçalves), Santa Cruz, Pau dos
Ferros, Arapuá (Anjicos).
Já o lote 2 contempla os açudes Acauã, Boqueirão, Mãe d’Água, Poções,
Barra do Juá, Poço da Cruz, Chapéu, Entremontes, São Gonçalo, Lagoa do
Arroz, Coremas. Os investimentos somam R$ 23.201064,64 sendo R$
12.124.013,89 pra o Lote 1 e R$ 11.077.050,75 para o Lote 2.
De acordo com o edital, a empresa vencedora deverá executar “Serviços
de Consultoria Especializada para a Elaboração de Estudos Técnicos e
Projetos no Âmbito das Ações para a Recuperação e Atualização dos Açudes
Existentes Inseridos no Sistema do Projeto de Integração do Rio São
Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional – PISF, de
acordo com as Especificações Técnicas, Planilhas Orçamentárias e Minuta
de Contrato”.
Da Paraíba, serão beneficiados os açudes Epitácio Pessoa e Poções no
Eixo Leste e Engenheiro Ávidos, São Gonçalo e Sistema Coremas-Mãe D’Água
no Eixo Norte; além de mais dois que foram incluídos no edital: Acauã e
Lagoa do Arroz.
Segundo Vital, o objetivo do Ministério da Integração Nacional e do
Conselho Gestor do Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias
Hidrográficas do Nordeste Setentrional – PISF pretendem constituir um
moderno parque operacional do sistema, que receba informações em tempo
real e opere máquinas e equipamentos de acordo com as necessidades dos
usuários e as capacidades dos pontos de captação do projeto.
“Assim, é necessário ressaltar que a simples recuperação de
estruturas e equipamentos antigos, alguns com mais de 50 anos de
operação, não é compatível com uma moderna gestão de recursos hídricos a
ser empregada no PISF. É necessária uma verdadeira atualização dos
equipamentos e instalações, visando a automatização da operação e a
integração dos sistemas em tempo real. As intervenções nos açudes
existentes deverão manter compatibilidade operacional e de manutenção
com os novos reservatórios, chamados de compensação, do PISF”, diz o
edital.
Com Ascom