Atualmente, o botijão é vendido por R$ 37,00
e, com o novo aumento, deverá ficar próximo de R$ 40,00, pesando ainda
mais no bolso do consumidor.
O paraibano deve enfrentar mais um aumento nos próximos dias. Desta vez é
a do botijão do gás de cozinha, ou GLP, que deverá ser reajustado em
pelo menos 7% segundo o vice-presidente do Sindicato dos Revendedores
de Gás GLP da Paraíba (Sinregás-PB), Marcos Antonio Bezerra.
De acordo com ele, o motivo da alta são os custos operacionais nas
revendas do produto. Atualmente, o botijão é vendido por R$ 37,00 e, com
o novo aumento, deverá ficar próximo de R$ 40,00.
Já em Campina Grande, o preço do gás de cozinha terá um reajuste médio de 8,5% a partir do dia 16 de abril.
De acordo com o Sindicato dos Combustíveis de Campina Grande e Região o último reajuste aconteceu em setembro do ano passado.
O botijão do gás de cozinha na cidade está sendo comercializado entre R$ 35,00 e R$ 38,00 para a compra com o pagamento à vista.
Segundo o vice-presidente do Sinregás-PB, Marcos Antonio, em setembro
do ano passado houve o dissídio coletivo dos trabalhadores dos
derivados de petróleo que tiveram aumento salarial entre 7% e 10%. Este
ano a gasolina sofreu reajuste de 4%. Esses dois fatores, de acordo com
ele, são as principais razões para o aumento que deve chegar às casas
dos paraibanos, mas ainda não há data definida.
“O aumento do botijão de gás virá, mas ainda não temos data porque o
processo está em estudo. O dissídio dos trabalhadores e a alta da
gasolina influenciam muito as revendas dos produtos. Atualmente estamos
absorvendo estes aumentos, mas não sabemos por quanto tempo. Vamos
tentar puxar o reajuste para o mínimo de 7%, mas estamos aguardando a
estabilização do valor da gasolina, que de uma semana para outra passou
de R$ 2,49 para R$ 2,89”, disse Marcos Antonio.
O vice-presidente do Sinregás-PB afirmou ainda que a alteração no
preço do gás de cozinha não depende, necessariamente, da autorização do
governo federal.
“O aumento só depende do Copom (Comitê de Política Monetária) quando
há reajuste nas refinarias, que não é o caso atual. Vamos aumentar agora
por causa dos custos consolidados com a revenda”.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)
informou, em nota, que desde 2002 o gás de cozinha pode ser reajustado
sem, necessariamente, a participação do governo federal.
O último reajuste do gás de cozinha ocorreu em setembro do ano
passado por causa do índice aplicado pelas distribuidoras que foi de
3,8% a 6%. Com isso, o produto passou dos R$ 35,00 para R$ 37,00.
IMPACTO NO BOLSO
Segundo o economista Geraldo Lopes, se o reajuste se concretizar, o impacto será relevante na sociedade, principalmente naquelas de baixa renda. “Para as camadas mais carentes todo reajuste já é significativo. Isso porque a renda dessas pessoas já está comprometida com as contas mensais e mais um aumento representa perdas reais no custo de vida delas”, frisou.
Segundo o economista Geraldo Lopes, se o reajuste se concretizar, o impacto será relevante na sociedade, principalmente naquelas de baixa renda. “Para as camadas mais carentes todo reajuste já é significativo. Isso porque a renda dessas pessoas já está comprometida com as contas mensais e mais um aumento representa perdas reais no custo de vida delas”, frisou.
O economista lembrou ainda que no caso do gás de cozinha não há outra
opção, a não ser arcar com os custos. “Todo mundo hoje usa gás de
cozinha, até no interior as pessoas não utilizam mais fogão de lenha,
então o jeito é comprar mais caro.
Agora, deve haver o equilíbrio no reajuste entre os diversos setores
da economia. Se em um setor o reajuste está defasado, não há como
impedir o aumento pelo próprio processo de competitividade”, disse.
Com Alexandra Tavares do JP