O estudante de
direito e prestador de serviço do Fórum da cidade de Picuí, no Curimataú
paraibano, Marllon Laffit, foi preso acusado de extorquir uma empresária.
O acusado
exigia R$ 11 mil para arquivar um processo indenizatório contra a dona
de uma funerária. Ele foi enquadrado nos crimes de tráfico de
influência, corrupção, extorsão e falsa identidade. A prisão do acusado
foi feita na última quinta-feira (11), mas a informação foi divulgada
neste sábado (13).
De acordo com
João Joaldo, delegado regional da Polícia Civil de Picuí, o estudante,
que auxiliava o juiz da cidade nas causas processuais, teve acesso ao
processo em quem uma mulher pedia R$ 150 mil de indenização por danos
morais pelo constrangimento passado após um vídeo ser divulgado pelos
funcionários da funerária durante o embalsamento do corpo de um parente
dela.
“Uma pessoa
gravou o embalsamento do corpo de um homem e daí as pessoas faziam piada
do morto. Palavras de chacotas foram ditas e o vídeo foi espalhado na
cidade e virou motivo de piadas. Daí, os parentes do defunto entraram na
Justiça por danos morais”, disse o delegado.
Ao saber do
valor da indenização, de acordo com o delegado, o estudante pegou o
documento e foi até a funerária. Ao conversar com a proprietária do
estabelecimento sobre o processo, ele pediu de início R$ 22 mil para o
arquivamento da causa. Entretanto, a empresária disse que não tinha o
dinheiro e o valor baixou para R$ 11 mil. “A empresária ligou para o
marido e comunicou o caso. O estudante dizia que os R$ 11 mil seriam
repartidos para o juiz, os advogados e a outra parte. De posse da
gravação, ele comunicou o caso a polícia”.
Uma viatura da
Polícia Militar foi até a funerária e deteve o acusado. Durante
depoimento na delegacia, Marllon Laffit, negou o crime e disse que
estava na funerária para fazer um contrato de compras de caixão. A
versão foi desmentida pela empresária. “Eu ouvi a gravação, e dei voz de
prisão do estudante”. O juiz da cidade esteve na delegacia e negou
qualquer participação no ato ilícito.
Marllon Laffit
que cursa o 10º período do curso de Direito em uma faculdade particular
de Campina Grande foi encaminhado para a Cadeia Pública de Picuí. A
gravação do áudio será periciada o Instituto de Polícia Científica (
IPC) de Campina Grande.
Com Correio do Cariri
Com Correio do Cariri
