De acordo com a Aesa, existem atualmente 34 mananciais em observação,
com volume abaixo de 20%, e 16 em situação considerada crítica, abaixo
de 5% da sua capacidade. Conforme a medição pluviométrica da agência,
até a manhã desta segunda-feira nenhuma chuva significativa foi
registrada nas 269 estações monitoradas na Paraíba desde sábado (23).
Em cinco dos 10 maiores açudes paraibanos, só foi encontrada situação
similar há exatamente uma década. Conforme gráficos da Aesa, em 2003
apresentaram pela última vez as mesmas condições observadas atualmente
de baixo volume de recursos hídricos, nos açudes de Coremas, de Acauã em
Itatuba, açude Capoeira em Santa Teresinha, o Gramame no município do
Conde e o açude São Gonçalo, em Sousa.
Estão em situação crítica o açude Bichinho em Barra de São Miguel;
açude Albino, no município de Imaculada; açude Carneiro em Jericó; açude
do Serrote em Monteiro; o Caraibeiras, no município de Picuí; o
Chupadouro I em São João do Rio do Peixe; açude Novo II, em Taperoá;
mananciais de Bastiana, Sabonete e São Francisco II, todos em Teixeira;
além dos açudes de Prata II, Serra Branca I, São José do Sabugi IV,
Várzea e São Mamede, nos municípios de mesmo nome.
Ainda conforme a medição mais recente da Aesa, a barragem de Acauã
está com 40,3% de sua capacidade máxima, o açude Epitácio Pessoa em
Boqueirão está com 56% de seu volume, o Engenheiro Ávidos em Cajazeiras
está com apenas 15,8% e o açude de Coremas está com 40,5% do volume.
De acordo com estudo climático da meteorologia da Aesa, a previsão de
escassez nas chuvas em todo o estado da Paraíba se encerra este mês de
fevereiro e deve ser registrado a partir de março o início do período
chuvoso que deve durar até o mês de junho. “Nossa previsão continua a
mesma, não houve mudanças climáticas e o início das chuvas deve se dar
no mês de março”, afirma a meteorologista Marle Bandeira, da Aesa.