Os
prefeitos dos municípios paraibanos de Assunção e Livramento,
respectivamente, Rafael Anderson de Farias Oliveira (PSD) e Carmelita
Ventura (PR), vão ser notificados nesta quarta-feira (23) pelo
Ministério Público da Paraíba (MPPB) para que possam dar explicações
sobre os motivos pelos quais não existem nas duas cidades nenhuma
unidade de creche ou de pré-escola.
Nos procedimentos, assinados pelo promotor de Justiça de Defesa da
Educação de Taperoá, Leonardo Cunha Lima de Oliveira, os dois prefeitos
terão um prazo de 15 dias para as justificativas e comunicar quando e
como pretendem instituir creches e unidades de pré-escola em seus
municípios. “Os prefeitos estão assumindo agora e esse prazo é razoável
para uma resposta. Caso contrário, entraremos com uma ação civil
pública”, adianta o promotor de Justiça de Taperoá.
As cidades de Assunção e Livramento estão localizadas na Região do
Cariri Ocidental da Paraíba. Assunção tem 3.522 habitantes e está
situada a 250 quilômetros da capital, João Pessoa. Já Livramento, com
7.164 habitantes, está distante a 243 quilômetros da capital paraibana. A
Promotoria de Justiça de Taperoá abrange os municípios de Assunção,
Livramento e Salgadinho. “A situação das creches em Taperoá e Salgadinho
estão regularizadas”, informa Leonardo Cunha Lima.
No final do mês de dezembro de 2012, o Ministério Público da
Paraíba, por meio do Centro de Apoio Operacional da Educação (Caop da
Educação), encaminhou material aos promotores de Justiça que atuam em 65
municípios paraibanos que ainda não possuem creches públicas ou
pré-escolas, para a efetivação desse direito das crianças. Essas cidades
estão descumprindo o princípio previsto no artigo 211 da Constituição
Federal e no artigo 11 da Lei Federal 9.495/1996 (Lei de Diretrizes e
Bases da Educação Nacional).
O material enviado era formado por modelos de portaria de
instauração de procedimento administrativo para apurar os motivos que
fundamentam a inexistência de creches e pré-escolas no município, de
termo de ajustamento de conduta e ação civil pública para a construção
de creches.