Após a controversa retirada de equipamentos do hospital ainda não inaugurado da cidade e que foi destinado a recém ampliada unidade hospitalar de Sumé, vários alunos da escola municipal Osvaldo da Costa Vilar, que fica localizada na comunidade Cosme Pinto, quase que ficavam sem as carteiras e ficariam sem condições de estudar por algum tempo.
Segundo informações repassadas pelo radialista Luciano Silva, alguns funcionários do Estado se dirigiram a escola com uma ordem de levarem todo o material pertencente ao Governo do Estado, isso sem nenhum documento ou determinação judicial. O vigilante da escola de imediato entrou em contato com a diretora, Socorro Diniz, que entrou em contato com o procurador do município de Taperoá, Marcos Vilar, a fim de solucionar o impasse.
Ao chegarem a instituição, as cadeiras já estavam todas do lado de fora e prontas para serem levadas, sem inclusive destino certo. O procurador impediu que as carteiras fossem levadas e justificou que o Governo do Estado em nenhum momento entrou em contato com a Prefeitura de Taperoá para requisitar os objetos.
Após deixar as dependências da escola, cerca de meia hora depois, novamente o procurador foi acionado com a tentativa reincidente dos funcionários de levar o material. O procurador procurou saber da ex-diretora a razão dessas cadeiras serem levadas sem nenhum aviso prévio a Secretaria de Educação do município e ela informou que há uma determinação vinda do Estado para a retirada das mesmas e ali eles estavam para cumprir essa determinação.
Para evitar maiores transtornos de uma possível volta a escola, já que os mesmos possuem cópias das chaves, o procurador Marcos Dantas pediu reforço da guarda municipal para vigiar o prédio e evitar uma possível invasão.
Na escola estudam 20 alunos na parte da manha, pela rede municipal de ensino. O prédio é do município, mas funcionava também em parceria com o Estado, que no ultimo mês finalizou os seus serviços. Agora, o Governo resolveu levar todo o material que realmente lhe pertence, mas sem comunicação oficial a Secretaria de Educação do município, o procurador alegou que seria ilegal tal ato, além de um ‘desrespeito’, como classificou.
Com Luciano Silva e De Olho no Cariri