“Apesar da inclusão do curso de Biossistemas na lista, o prazo estipulado para que os Conselheiros do CONFEA pudessem avaliar a estrutura curricular, docentes vinculados ao curso, PPC dentre outros itens, através do sistema E-MEC já prescreveu. Mesmo assim, o MEC fará o reconhecimento deste curso sem o parecer do Conselho”, informou o professor Hugo Morais de Alcântara (coordenador do curso de Biossistemas), que esteve presente na reunião.
“Todos os cursos ofertados no CDSA tem autorização de funcionamento, o que é previsto para as IFES devido à autonomia. Estamos aguardando a visita para reconhecimento deste curso. O que em breve acontecerá também para os cursos de Engenharia de Biotecnologia e Bioprocessos, Engenharia de Produção, Tecnologia em Gestão Pública e em Agroecologia, Licenciatura em Educação do Campo e em Ciências Sociais”.
“Participei da reunião do CONFEA para entender como acontece o procedimento de habilitação profissional dos egressos que se formam em cursos cuja nomenclatura não foi prevista nas novas Diretrizes Curriculares Nacionais para cursos de Bacharelados e Licenciatura. Na oportunidade apresentei o curso e a estrutura curricular do Curso de Bacharelado em Engenharia de Biossistemas com ajuda dos professores José Wallace Barbosa e José Geraldo Vasconcelos Barachuy (ambos da UFCG) e dialogamos sobre o exercício profissional dos egressos deste curso”, disse o professor.
“Na última terça-feira (5), participamos de audiência com o reitor da UFCG, Thompson Mariz, conselheiros do CREA-PB e do CONFEA, presidente da ABEAS, professores da UFCG onde evidenciamos a necessidade de regulamentação do exercício profissional nas Engenharias com nomenclaturas não previstas nas Novas Diretrizes Curriculares Nacionais para cursos de Bacharelado e Licenciaturas”.
De acordo com o professor, na ocasião, foi solicitado, através dos conselheiros do CONFEA, aos Conselheiros do CREA-PB uma inserção na nomenclatura do Curso de Engenharia de Biossistemas na Paraíba e uma recomendação de que também possa ser feito o acompanhando na USP (instituição que também mantem um curso de Engenharia de Biossistemas) o mesmo procedimento junto ao CREA-SP, dando suporte na justificativa para que as câmaras locais dos CREA na Paraíba e em São Paulo promovam esta inserção da nomenclatura deste curso.
Com isto, afirma o professor, evitaria o sombreamento em alguma outra profissão já regulamentada mas com restrições, como ocorre atualmente com o Engenheiro Ambiental, por exemplo. “Recebemos todo o apoio e disposição de ajuda por parte da presidente do CREA-PB e a solicitação de que pudéssemos montar junto à entidade a justificativa de inclusão desta nomenclatura. Após a sua inclusão em nível estadual este processo é remetido ao CONFEA em Brasília para apreciação em Assembleia”.
“Estou iniciando a montagem do documento solicitado pelo CREA-PB e espero a colaboração de todos neste processo. Fiquei animado com as palavras que ouvi sobre a nossa estrutura curricular proposta e da disposição dos conselheiros presentes na audiência com o reitor de ajudar no que for possível para obtermos êxito em tal solicitação”.
Com Rosenato Barreto
