Outro time da Paraíba pode ser protagonista da novela envolvendo a Confederação Brasileira de Futebol e quatro clubes brasileiros que requerem a vaga na série C do Brasileirão. Dessa vez o Campinense ameaça entrar na Justiça Comum caso a CBF coloque o Galo – seu principal rival na Paraíba - na série C. 

A Raposa divulgou uma nota em seu site oficial na madruga desta quinta-feira (14) informando que aguarda o desfecho do caso para ingressar na justiça pela vaga que hoje pertence ao Rio Branco (AC). 

Ela entende que se o Rio Branco for excluído da competição todos os times atrás dele subiriam uma posição. Neste contexto o Campinense – que terminou em 17ª colocação entre os vinte - não seria rebaixado da série “C” para “D” como aconteceu em 2011 e teria o direito disputar a terceira divisão do brasileiro deste ano. 

Veja a nota: 

“O Campinense só entrará atrás deste direito caso haja acordo ou alguma virada de mesa entre os clubes que estão em litígio com a CBF, havendo mudança no regulamento, aumentando o numero de participantes na Série C, indo de encontro ao próprio regulamento da competição e estatuto”.
 
Na tarde de hoje os dirigentes dos times do Treze, Brasil de Pelotas (RS), Araguaína (TO) e Rio Branco (AC) participaram de uma reunião que durou mais de duas horas com a CBF. Eles não chegaram a nenhuma acordo e em consequência as séries “C” e “D” permanecem paralisadas.

Após reunião, o Treze declarou através de seus conselheiros que não abrirá mão de disputar a série C. “O Treze não se contenta com nada menos do que ser incluído na série C", disse Petrônio Gadelha.

O Galo antecipou sua posição, mesmo antes de acontecer outra reunião com a CBF. Eles vão se reunir na próxima segunda-feira (18) no Superior Tribunal de Justiça Desportiva, no Rio, para dizer se vão retirar as ações ou apresentar uma solução para o imbróglio.

As Séries C e D deveriam ter começado nos dias 26 e 27 de maio, mas o STJD determinou que o só serão iniciadas quando a confusão for solucionada.

Entenda a confusão:
São dois os casos que mobilizam as ações no campo jurídico, seja o desportivo como o comum.

Brasil x Santo André – Pela Série C de 2011, o Brasil perdeu seis pontos por escalação de atleta irregular, o lateral Cláudio. Ele deveria cumprir suspensão por punição recebida quando jogava pelo Ituiutaba, na Série C de 2010. Com os seis pontos a menos o Brasil foi rebaixado e salvou o Santo André.

Alegando não ser o responsável por controlar punições adquiridas em outros clubes, o time gaúcho entrou com recurso no STJD. Esgotadas as esferas desportivas, recorreu à Justiça Comum. E teve ganho de causa na última semana pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Agora é o Santo André quem entrou com recurso junto ao STJD.

Rio Branco x Treze x Araguaína – O time do Acre foi proibido de atuar no estádio Arena da Floresta, na Série C 2011, pela Procuradoria de Defesa do Consumidor. O clube teria ido à Justiça Comum, sem que as instâncias desportivas estivessem concluídas, e acabou punido pela CBF com eliminação da competição, o que acabou livrando o Araguaína da degola.

Contudo, o Rio Branco entrou em acordo com a CBF e o STJD, retirando as ações da Justiça Comum – o clube negou ter subscrito a ação -. Com isso, foi incluído na Série C 2012. 

O Araguaína exigiu o descenso do Rio Branco e também do Treze, quinto colocado na Série D do ano passado. A Justiça Comum da Paraíba definiu pela inclusão do Treze.
 
Com Portal Correio 

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