"Eu
pensava sempre que iria morrer", disse o vereador Iremar Lino Costa
(PSB), do município paraibano de Riacho de Santo Antônio, sobre o
sequestro sofrido na terça-feira (20) quando retornava de viagem a João
Pessoa. Segundo ele, durante as 24 horas em que foi feito refém, seu
maior medo era de que os criminosos decidissem executá-lo. "Eles diziam o
tempo inteiro que se não recebessem o que estavam pedindo iriam tomar
providências. Diziam que iriam me colocar dentro do carro e tocar
fogo", revelou por telefone ao G1.
Conforme o vereador, ele foi
surpreendido pelos bandidos quando estava em uma estrada de terra que
liga a BR-104 ao município de Riacho de Santo Antônio. Ele estima que
oito homens em motocicletas tenham interceptado seu veículo com pedras
na pista. Depois, disse ter sido colocado no carro e encapuzado, sob o
poder de quatro pessoas.
Segundo Iremar, ele ficou amarrado e
vendado no cativeiro. No início, os sequestradores teriam pedido que ele
mantivesse a calma, mas no decorrer das negociações com a família
começaram as ameaças. "Primeiro pediram que eu ficasse calmo porque não
iriam me matar. Depois começaram a pedir dinheiro e, quando eles
acharam que já estavam há muito tempo comigo, aceitaram a quantia que a
minha família ofereceu para me libertar", explicou.
Segundo
Iremar, ele foi libertado na noite da quarta-feira (21), depois que a
família combinou com os sequestradores o valor do resgate. Depois de
ser deixado em um matagal, ele caminhou e encontrou um posto de
combustíveis no distrito de São José da Mata, em Campina Grande, onde
pediu socorro. O vereador foi levado para o Hospital de Emergência e
Trauma e recebeu alta na mesma noite.
Depois de prestar
depoimento à Polícia Civil, a vítima voltou para casa para descansar
com a família. Agora a delegacia regional de Campina Grande investiga o
caso e tenta identificar os criminosos envolvidos.
Com G1PB