Projeto desenvolvido em Taperoá para combater a cochonilha-do-carmim vem sendo referência para outros municípios do Cariri
A
Prefeitura Municipal de Taperoá, através da Secretária Municipal de
Agricultura está desenvolvendo no município de Taperoá um projeto ousado
de disseminação da Palma resistente a cochonilha-do-carmim, a
praga ataca a palma forrageira, usada na alimentação dos rebanhos
bovinos, caprinos, ovinos e outros animais nos períodos de estiagem, a
doença deixa a planta debilitada provocando o amarelecimento, seca e
morte das raquetes em curto espaço de tempo.
O
Projeto consiste em fazer um levantamento detalhado da ocorrência da
cochonilha-do-carmim em todo o município e logo em seguida incentivar a
cultivação da Palma resistente a doença, para isso o Município de
Taperoá adquiriu 200 mil raquetes de Palma resistente à doença, as
raquetes foram cultivadas na Fazenda
Pedra Rica em Barra de Santana, pertencente ao Professor Anselmo
Rodrigues, filho natural de Taperoá, o mesmo é um ferrenho pesquisador
da doença, ele é Doutor em Agronomia e vem desenvolvendo outros projetos
em Taperoá como a disseminação da Tilápia Nilótica, Carpa, Acerola e o capim urucrua.
“O Prefeito de Taperoá Deoclécio Moura mostra visão de futuro ao
implantar o projeto aqui no município, além de me conceder à honra de
poder dar uma grande contribuição com o desenvolvimento de minha terra”,
comentou o professor.
O
Professor Anselmo Rodrigues lembra que o Projeto é um trabalho pioneiro
no Cariri, para dar uma noção ele lembra que enquanto o Estado da
Paraíba está adquirindo 300 mil raquetes de palma resistente à
cochonilha-do-carmim para distribuir em todo o Estado o município de
Taperoá adquiriu 200 mil raquetes somente para o município, por essa
diferença outros municípios do Cariri vem procurando Taperoá para saber
mais sobre o projeto.
A
Palma está sendo distribuída com todas as Associações Rurais do
Município e conseqüentemente cada Associação fará a distribuição com os
seus agricultores, para isso a Prefeitura Municipal está
disponibilizando (01) uma hora de corte de terra para vários
agricultores do município.
O
professor mostra à importância do projeto comparando a Palma Comum com a
Palma Doce resistente a cochonilha-do-carmim: “A Palma Comum depois de
plantada o agricultor colhe de 08 a 12 raquetes anuais enquanto a Palma
Doce ele colhe de 30 a 40 anuais, é visível a vantagem basta fazer uma
simples comparação enquanto uma vaca consome diariamente 66kg de Palma
Gigante essa mesma vaca só vai consumir 42kg da Palma doce, isso
confirmado em pesquisas, outra grande diferença é o aumento da
produtividade de leite, segundo pesquisas esse aumento chega a ser de
10% a 15% maior, não é pra menos que a Palma Doce é conhecida como Palma
de Engorda, pois em condições adversas não precisa de acréscimo de
tortas para a nutrição dos animais, justamente porque a Palma Doce
contêm muitas fibras”, finaliza o Professor.
Segundo
o que Portal Mais Taperoá pode apurar existe cerca de três mil
produtores de leite na região conhecida como Bacia Leiteira e Médio
Sertão no Estado do Alagoas, gerando através dessa atividade 25 mil
empregos diretos e influenciando a vida de 300 mil habitantes. Todo esse
complexo localiza-se numa região de grande escassez de chuvas, tendo na
palma seu principal sustentáculo forrageiro, devido à sua
adaptabilidade às condições do semiárido, talvez seja por isso que o
projeto vem ganhando status de redenção da agricultura em Taperoá.
Com Mais Tapeoá
