O presidente municipal do PHS, Cícero Pedreiro; o ex-vereador Piúta e o ex-vice-prefeito Walmir Azevedo, participaram na manhã deste domingo, 26, do programa Dizendo Tudo, na Rádio Monteiro FM, apresentado por Jota Júnior e Napoleão de Castro.
Eles teceram criticas à administração
municipal, tendo o popular Cícero Pedreiro afirmado que os vereadores de
Monteiro “são farinha do mesmo saco”. Ele declarou que este ano não irá mais à
Casa Legislativa monteirense.
Já o ex-vereador Piúta criticou
alguns pontos da administração municipal, e o ex-vice-prefeito Walmir Azevedo
disse que Monteiro tem que voltar ao que era, porque a cidade, segundo ele,
parou no tempo e no espaço.
O representante do Sindicato dos
Servidores, Eliverson Oliveira, participou criticando a forma que a
administração municipal tem tratado alguns servidores da educação.
Rebate
No programa FALANDO A VERDADE,
apresentado às 11h00, participaram o
Gerente Regional de Saúde, Cajó Menezes; o Secretário de Comunicação, Edcarlos
Farias e a Secretária de Educação, Ana Lima Feliciano.
O Gerente Regional Cajó, que foi
secretário municipal, rebateu as declarações do popular Cícero Pedreiro,
afirmando que ele foi infeliz em suas declarações contra os vereadores, por se
tratarem de pessoas de bem e que tais comparações não têm respaldo da sociedade
monteirense.
Ele acrescentou que Cícero deixou o
grupo por incompetência, por não dar conta dos serviços que administrava,
quando fazia parte do governo municipal.
“Ele mesmo não teve a competência de
realizar os trabalhos a ele propostos, fato que o mesmo afirmou em suas
declarações no programa de rádio e por isso não teve como continuar na
administração municipal. Quanto à crítica aos vereadores é lamentável atingir
até pessoas do próprio grupo, porque política não se faz denegrindo a imagem de
ninguém. Estamos solidários aos vereadores Paulo Sérgio, Bero de Bertino, Bião,
Raul Formiga, Lito, Toinho de Nequinho e Inácio Gabriel, alguns mesmo
opositores merecem o nosso respeito e repudiamos atos de agressões pessoais
como proferidos por Cícero. Ninguém sobe na vida agredindo as pessoas”, disse
Cajó.
O secretário de Comunicação, Edcarlos
Farias, rebateu as declarações do ex-vice-prefeito de que Monteiro deveria
voltar ao que era e que parou no tempo e no espaço.
Edcarlos disse que Monteiro não
aceita mais o tempo da humilhação, onde a sociedade presenciou fatos que até
hoje marcam a memória de muitas pessoas.
“Ao ouvir as declarações, observei
como pessoas talvez tenham memória curta. O povo não quer voltar ao tempo em
que foram despejados da Prefeitura os troços e equipamentos do gabinete do então
vice-prefeito, da forma mais humilhante, fato que não se faz com o pior animal.
Não tinham respeito por pessoas, por autoridades, por seres humanos. Não se
pode voltar ao tempo, em que de forma humilhante arrastaram com um trator da
Prefeitura, pelas ruas da cidade, um trailler de lanches do antigo Arraial Zé
Marcolino, pertencente a pessoas que até são parentes do ex-vice. Não podemos
voltar a fatos como em 2004, quando o ex-prefeito Batinga deixou de pagar o
salário do mês de dezembro dos funcionários, quando Walmir era seu
vice-prefeito ainda, e sua sucessora somente pagou no ano seguinte e no caso
especifico dos professores, dividido em até nove parcelas. Isso sim era o tempo
da humilhação”, disse Farias.
Em relação à declaração de que
Monteiro parou no tempo, o secretário de Comunicação, disse que as comunidades
de Cacimba de Cima e Serrote, onde atua Walmir Azevedo, foram esquecidas por
aqueles que governaram o município durante os 12 anos e os convidou para a
assinatura na próxima semana da ordem de serviço do abastecimento de água em
Cacimba de Cima.
“Meus amigos, o povo de Monteiro é
inteligente e sabe diferenciar quem trabalha. Convidamos os críticos para ver
como se trabalha em prol do coletivo. Na próxima semana será assinada a ordem
de serviço do abastecimento de água na comunidade rural de Cacimba de Cima,
será água na torneira daquela comunidade. Vão lá verificar como se trabalha e
aprendam a governar para poder criticar”, falou Edcarlos.
A secretária de Educação, Ana Lima,
em suas palavras, disse que pessoas que não têm credibilidade utilizam os meios
de comunicação para apresentarem denúncias sem fundamento, inclusive um
radialista que recebia dinheiro do FUNDEB sem trabalhar.
“Um
radialista concursado e nomeado como Orientador Educacional recebia através do
FUNDEB sem nunca ter trabalhado em uma escola. Quando convocado para
efetivamente trabalhar, não suportou duas semanas e pediu afastamento. Agora se
acha no direito de utilizar o seu site e o rádio para fazer críticas sem
fundamento. Quem recebeu ilegalmente recursos do FUNDEB sem fazer jus ao que
recebia, não tem condições de criticar quem está trabalhando”, afirmou a
secretária.