Bendito o que vem em nome do Senhor

Emocionado em sua primeira missa, enquanto Arcebispo Metropolitano de Natal, celebrada neste domingo na Catedral, Dom Jaime Vieira Rocha evidenciou os sentimentos de gratidão e esperança e reafirmou a vontade de manter a marca no campo social. Por ser “filho da Igreja de Natal”, o novo arcebispo assegurou se dedicar com amor maior e sem medida a Missão à frente da Igreja católica no Rio Grande do Norte. Consolidando uma tradição de bispos potiguares no comando da arquidiocese do Estado, Dom Jaime é o sexto a ocupar a função, em sucessão a Dom Matias Patrício, que estava no cargo desde 2004 e renunciou por ter alcançado o limite de idade para exercer a função, que é de 75 anos. A missa começou por volta das 10h20, após a solenidade de posse de Dom Jaime Vieira.

Em seu discurso, o religioso relembrou que há 16 anos celebrava, também na Catedral Metropolitana de Natal, a missa de despedida da Diocese de Natal para assumir a Diocese de Caicó, onde permaneceu de 1996 a 2005. Desde então, era bispo de Campina Grande, na Paraíba. Dom Jaime citou a bula, escrita pelo então papa João Paulo II, à época de sua Ordenação episcopal, em 1996, que o chamava de ‘filho dileto”.

“Hoje aceito novamente o chamado da Santa Igreja para retornar, desta vez como bispo. Grato a Deus e contando com a intercessão do beato João Paulo II, reativo na mente as mesmas disposição e missão para atender ao chamado de Deus, que diz: ‘apascentai o meu rebanho’. É com essa linguagem simples e persuasiva, confiando em Deus, que espero ver os sinais, ouvir a voz e distinguir os desígnios do Senhor”, disse.

Em agradecimentos a religiosos e bispos durante a caminhada de 37 anos de sacerdócio, Dom Jaime mencionou seus predecessores Dom Matias Patrício e Dom Heitor de Araújo Sales como seus conselheiros, nesta nova etapa. “Guardo o testemunho dos padres mais antigos e renovo a minha fidelidade e obediência a Igreja”.

Para os cerca de 150 sacerdotes e 21 bispos que participam da celebração, o novo líder dirigiu uma mensagem de comunhão, ressaltando a necessidade de atuação conjunta e da ida dos padres até os fiéis. “Carregai os fardos uns dos outros, assim cumprirei a lei de Cristo”, lembrou o religioso, em referência ao apelo de São Paulo.  E citando santo Inácio de Antioquia lembrou que o trabalho pastoral de padres com o seu bispo deve ser como o das “cordas afinadas, cujo toque sai belo e uníssono”.

E condenou como falta grave “o autoritarismo e falta de acolhimento ao rebanho”, que possa ocorrer por parte de algum sacerdote. “Os padres devem ser tidos como testemunhas e homens de Deus diante do seu povo. Não compreendo o presbítero longe do seu presbitério. Este é um ministério de serviço”, completou com voz pausada e firme.

 O ministro Garibaldi Alves também prestigiou o evento. “São pastores conclamados a fazer a Igreja crescer no caminho da fé”, disse. A prefeita Micarla de Souza, que chegou após o início da acolhida, ressaltou a importância para a formação do povo católico a renovação, como também a continuidade do trabalho realizado por Dom Matias.

De Campina Grande participaram o Coordenador de Comunicação da Prefeitura de Campina Grande, Carlos Magno, acompanhado de sua esposa Adriana Soares, representando o Prefeito Veneziano Vital do Rêgo e o Senador Vital do Rêgo Filho; o Padre Márcio Henrique Mendes Fernandes, da Catedral de Nossa Senhora da Conceição; Gustavo Lucena, da Comunidade Pio X, além de outros padres, diáconos e seminaristas de Campina.

Durante a solenidade, Dom Jaime fez referência ao período em que esteve em Campina Grande, na qualidade de Bispo Diocesano. “Em Campina Grande fui muito bem acolhido e exerci o meu sacerdócio em sua plenitude”, disse Dom Jaime, após ser empossado, já na homilia da primeira Missa que celebrou em Natal como Bispo.

Com Jornal Tribuna do Norte

Copyright Cariri em Foco. Todos os direitos reservados - O site que agrega as principais notícias do Cariri paraibano.