Nesta quarta-feira (21) o resultado do Enem e também a anulação de parte da prova para mais de 500 alunos do Ceará. O Ministério Público Federal quer a anulação do exame em todo o país.
O resultado do Enem já está na internet. No mesmo dia que foram divulgadas as notas dos candidatos, o Ministério da Educação anunciou que parte da prova de outros estudantes do Ceará foi anulada.
Segundo o MEC, investigações da Polícia Federal concluíram que 500 alunos do cursinho pré-vestibular do colégio Christus, de Fortaleza, tiveram acesso antecipado a 14 questões do exame.
Em outubro, os itens já haviam sido anulados para 639 estudantes do ensino médio do colégio por causa do mesmo motivo. Os alunos do Christus já estão de férias e, nesta quarta-feira (21), o colégio não quis comentar a nova medida do MEC.
O Ministério Público Federal no Ceará não concordou com a decisão e diz que vai dar entrada numa nova ação judicial pedindo a anulação das provas para estudantes de todo o país. O procurador também quer que seja aberta uma sindicância para investigar o possível vazamento da prova dentro do próprio Ministério da Educação.
“Há outro documento do inquérito que mostra que o vazamento é maior, é do próprio Enem. O mínimo que nós temos que fazer é anular essas questões para todo mundo”, afirma Oscar Costa Filho, procurador da República no Ceará.
“Há outro documento do inquérito que mostra que o vazamento é maior, é do próprio Enem. O mínimo que nós temos que fazer é anular essas questões para todo mundo”, afirma Oscar Costa Filho, procurador da República no Ceará.
A disputa judicial não interfere no calendário do Sisu, o sistema de seleção unificado de instituições públicas que usam a nota do Enem para selecionar candidatos para o ensino superior.
As inscrições para o próximo semestre começam no dia 7 de janeiro, mas, a partir de segunda-feira, os estudantes já poderão acessar no sistema do Sisu a lista das universidades que oferecem vagas e os cursos disponíveis.
Sobre a afirmação do procurador de que o vazamento do exame aconteceu no MEC, a assessoria de imprensa do Ministério informou que espera a conclusão do inquérito da Polícia Federal para decidir se vai adotar alguma outra medida sobre o caso.
Com Sabrina Aguiar do G1