Durante coletiva na tarde desta quarta-feira (1º), na sede do Sport Clube do Recife, o jogador Marcelinho Paraíba reafirmou sua inocência em relação à acusação de tentativa de estupro, alegando que só soube do que se tratava quando chegou à delegacia de Campina Grande. O jogador garante que conhecia a vítima apenas de vista. "Não tinha nenhum relacionamento com essa mulher, já tinha visto ela junto com ele [o irmão, o delegado Rodrigo Pinheiro], mas não tínhamos relacionamento nenhum", disse.
O jogador Marcelinho participou da entrevista acompanhado do advogado, Afonso Villar, do executivo de futebol do Sport, Cícero Souza, e do diretor de futebol do clube, Wanderson Lacerda. "Primeiramente, queria pedir desculpas às crianças e à torcida do Sport. Essa acusação não procede. Que isso aí sirva de lição para mim e para outras pessoas também", afirmou. O jogador pretende voltar a Campina Grande, independentemente desse ocorrido. "Eu amo minha cidade, minha família e não tenho por que não voltar", disse.
O executivo de futebol leonino também comentou o caso. "Nós temos obrigação de defendê-lo. Quem teve a oportunidade de conviver com ele diariamente, como eu, sabe que ele tem caráter, ética e jamais faria algo que pudesse denegrir tanto a imagem dele quanto a do clube", disse Cícero Souza.
A posição do atleta e do clube é encerrar o caso com essa entrevista coletiva. "Quero esquecer esse assunto, para mim é página virada. Só vim para essa coletiva para contar a minha história" afirmou Marcelinho. Lacerda endossou: "Não vamos mais tratar desse episódio negativo de um profissional da bola que é também um pai de família", disse o diretor de futebol, reafirmando que o clube não vai voltar a falar do assunto.
Marcelinho Paraíba falou, ainda, sobre as horas que passou na prisão. "É chato, ainda mais para mim, que nunca nem passei na porta de uma prisão. Não tive regalia alguma, estive lá como um preso normal", explica Marcelinho.
"A contar de ontem, a Justiça paraibana tem 30 dias para concluir a investigação", informou o advogado Afonso Villar. "Em vinte anos como advogado em Campina Grande, eu nunca tinha visto um interesse tão grande em lavrar um laudo e encaminhar um preso para o presídio", disse Villar, que acredita que um 'corporativismo da polícia' teria motivado a ação.
Com PB Agora
