A entrada do 13º salário deverá injetar, até dezembro de 2011, cerca de R$ 118 bilhões na economia brasileira. Na Paraíba, a previsão é de que o estado receba R$ 1,29 bilhão, ou seja 1,09% do total do Brasil. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (1º) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O montante, que representa em torno de 3,76% do PIB estadual, é referente aos trabalhadores do mercado formal (empregados domésticos e beneficiários da Previdência Social, da União e dos estados). O valor médio estadual a ser pago a título de 13º salário  foi estimado em R$ 959,89, demonstrando um crescimento de 14,44% em relação ao valor encontrado em 2010, de R$ 694,92.
No ano passado, a previsão do Dieese era que a economia paraibana receberia R$ 1,07 bilhões até dezembro 2010. O montante representava 1,1% do total do Brasil e 7,1% da região Nordeste. Em termos de PIB estadual, o valor representava aproximadamente 3,65%.

O estado paraibano possui a quinta maior participação no contingente de beneficiários do Nordeste, ficando atrás de estados como Bahia (26,58%), Pernambuco (18,12%), Ceará (16,27%), Maranhão (9,39%) e a frente de estados como, Rio Grande do Norte (6,69%), Piauí (5,69%), Alagoas (5,62%) e Sergipe (4,03%).

Ainda sobre o total de pessoas que receberão o benefício, os empregados do mercado formal, celetistas ou estatutários, representam 50%, enquanto pensionistas e aposentados do INSS também equivalem a 50%. O emprego doméstico com carteira assinada participa com 2,9%. Em termos dos proventos da Previdência, o valor médio estadual a ser pago é de R$ 752,86. Os empregados do mercado formal receberão, em média, R$ 1.305,13. Cada trabalhador doméstico com carteira assinada terá direito a um valor médio de R$ 590,67.

Já em relação aos valores que cada segmento receberá, os empregados formalizados ficam com 63,4% (R$ 818,26 milhões) e os beneficiários do INSS, com 29,9% (R$ 385,9 milhões); aos aposentados e pensionistas do estado do Regime Próprio caberão 6,7% (R$ 86,5 milhões); e para os empregados domésticos serão destinados 1,6% ou R$ 21,2 milhões.

A estimativa feita leva em conta dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ambos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Também foram consideradas informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente a 2009, e informações do Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS) e da Secretaria Nacional do Tesouro (STN).

Com G1PB

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