Maltratando paraibanos(as)...
Segundo os dados dos Sistemas de Informações sobre Mortalidade
(SIM) e de Nascidos Vivos (Sinasc) desde 2001, na Paraíba, 1.538
pessoas morreram por causa do câncer de mama sendo que 1.512 foram
mulheres o que representa98,28% do total.
O alerta sobre as formas de prevenção e combate a doença, o Governo
do Estado, por meio da Secretaria da Saúde, em parceria com a com a ONG
Amigos do Peito, Rede Feminina de Combate ao Câncer, e de médicos
especialistas em mastologia e diagnósticos por imagem estará realizando
a partir desta segunda-feira (4) um evento denominado de “Outubro Rosa”.
Todos os anos, desde 1997, o mês de outubro é considerado mundialmente
o mês de combate ao câncer de mama. É nesse período, o “Outubro Rosa”,
que são feitas ações de conscientização sobre a importância do
diagnóstico precoce para ampliar as chances de cura para a doença.
Na capital paraibana, haverá uma campanha estimulando a prevenção do câncer
de mama com rodas de conversas e atendimento especializado para
mulheres na Penitenciária Feminina Júlia Maranhão, Complexo
Psiquiátrico Juliano Moreira, e Maternidade Frei Damião. Além disso,
haverá também caminhadas, abraço na lagoa, distribuição de material
educativo e de orientação, ações em shoppings da capital e divulgação
do evento com a iluminação em alguns pontos da cidade, bem como com a
utilização de meios de comunicação e mídias digitais.
A diretora do Centro de Diagnóstico do Câncer (CDC), Roseane Machado,
destacou a importância da mobilização social para a redução da
mortalidade por câncer de mama no Estado. “Todos precisam abraçar esta
causa. Precisamos estar atentos e vigilantes para que haja o
diagnóstico precoce e seja adotado um tratamento eficiente para a cura
da doença”, disse.
Na Capital, o hospital de referência para o diagnóstico e tratamento do
câncer é o Hospital Napoleão Laureano e, em Campina Grande o Hospital
da Fundação Assistencial da Paraíba (FAP), em Campina Grande.
A idealizadora da ONG Amigos do Peito, Joana Marisa, ressaltou o
engajamento de toda população na luta pela saúde e prevenção da doença.
“Precisamos todos nos unir para conscientizar as pessoas sobre o
combate ao câncer de mama. O Outubro Rosa é o momento de todas as
pessoas se unirem em todo o mundo para lutar pela vida”, destacou.
Programação – No dia 4, às 19h, acontecerá a abertura oficial das
atividades do Outubro Rosa na Estação Ciência, Cultura e Artes, no Cabo
Branco, em João Pessoa. Acontecerá palestra e apresentações do Coral e
Banda Toque de Classe. No dia seguinte, a partir das 14h, acontecerá
uma roda de conversa e serão realizados exames com as mulheres na
Penitenciária Feminina Júlia Maranhão, em Mangabeira.
No dia 7, haverá uma atividade educativa sobre a prevenção do câncer de
mama na Maternidade Frei Damião e também realização de exames, a partir
das 14h. No dia 10, a programação será na Fundação Casa de José
Américo, a partir das 8h.
Já no dia 19 acontecerão dois eventos: às 8h acontecerá uma palestra no
auditório da Energisa e, a partir das 16h, haverá um grande abraço em
torno da lagoa do Parque Solón de Lucena.
O “Dia do Amigo do Peito” será no dia 29, a partir das 8h acontecerão
eventos direcionados para mulheres previamente triadas por apresentarem
sintomas. No encerramento do mês de campanha, no dia 30, acontecerá a
caminhada do “Amigos do Peito”, que partirá do Busto de Tamandaré, em
Tambaú, às 7h30, e seguirá até o Jangada Clube.
Durante o Outubro Rosa também acontecerão ações de conscientização da
população sobre a prevenção do câncer de mama, como pit stops nas
principais avenidas de João Pessoa e nas cidades do interior, tarefas
educativas em escolas, panfletagem em feiras livres como as de
Oitizeiro e Torre, aos sábados. As ações também terão a participação da
primeira-dama do Estado e madrinha do Programa Estadual de Políticas
Públicas sobre Drogas (PEPD-PB), Pâmela Bório, e da secretária
Executiva da SES, Cláudia Veras.
Grandes empresas como o Instituto Avon também participarão do mês de campanha
na Paraíba. O Shopping Tambiá também aderiu à Campanha e, durante todas
as quintas-feiras do mês de outubro, promoverá as “Quintas Rosas”,
quando serão distribuídos panfletos e materiais educativos. Também
nesses dias, das 11h30 às 13h30, um médico especialista receberá a
população para tirar dúvidas sobre o câncer de mama.
Além da programação das instituições parceiras, a população também
participam da campanha aplicando a cor rosa em suas próprias
residências, com faixas e bandeiras, assim como no trabalho.
A campanha – O Outubro Rosa é um movimento mundial, nascido em 1997,
nas cidades de Yuba e Lodi, na Califórnia (EUA). O movimento tem por
objetivo dar visibilidade às iniciativas de enfrentamento do câncer de
mama e promover a consciência sobre a importância do diagnóstico
precoce para ampliar as chances de cura para a doença.
O movimento caracteriza-se por imprimir a cor rosa – que marca a luta
contra o câncer de mama e também está presente no laço, símbolo da
campanha – aos ambientes de acesso público. Tradicionalmente o Outubro
Rosa tem sido marcado pela iluminação em rosa de prédios e monumentos;
pela pintura de muros, calçadas, bancos de praças; pela mudança de cor
dos ambientes de sites de empresas e organizações em geral; e outras
ações criativas.
Mundialmente, a campanha já iluminou a Torre de Pisa, na Itália; o Arco
do Triunfo, em Paris; a Casa Branca, em Washington; e o Cristo
Redentor, no Rio de Janeiro; entre inúmeros outros prédios e monumentos.
Em 2008, o Brasil aderiu à campanha e, com realização da Federação
Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama
(Femama), foram iluminados o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, a
Pinacoteca, em São Paulo, a Ópera de Arame, no Paraná, o memorial
Jucelino Kubchek, em Brasília e o Palácio Piratini e a torre da Usina
do Gasômetro no Rio Grande do Sul.
A razão de mobilizar para o Outubro Rosa está relacionada aos números
da doença. Embora o câncer de mama seja uma doença curável se detectada
em seus estágios iniciais, entre 1979 e 1999, a taxa bruta de
mortalidade por câncer de mama no Brasil experimentou um aumento de 69%
(de 5,77 para cada 100 mil habitantes em 1979, para 9,75 na mesma
proporção, em 1999).
As políticas de rastreamento mamográfico a partir dos 50 anos têm
contribuído para reduzir o percentual de cânceres diagnosticados nos
estádios 3 e 4. No entanto, a baixa cobertura mamográfica (41,2% nos
últimos dois anos) e a falta de informação por parte da sociedade de um
modo geral e das mulheres, em particular, além da pouca sensibilização
dos profissionais da saúde para uma atenção mais dedicada à detecção
precoce não permitem um impacto na redução das taxas de mortalidade.
Para a secretária executiva da SES, Cláudia Veras, é importante a
mobilização em função do combate ao câncer de mama. “Para nós da
Secretaria, considerando a magnitude do perfil de morbidade e
mortalidade da população feminina no Brasil e no Mundo, a parceria com
a sociedade civil organizada, com profissionais de saúde e
essencialmente a população, são fundamentais para que esta mobilização
tenha êxito. A SES tem o compromisso de organizar, juntamente com os
municípios paraibanos, a rede de serviços de saúde, a partir das
necessidades de saúde da população. Sabemos que a atenção oncológica é
importante e precisa ser expandida para o interior do Estado. Estamos
trabalhando nessa perspectiva”, afirmou.
Com Praíba.com