O medo ainda ronda...
Após um mês de sofrer o segundo assalto
do ano, a agência do Banco do Brasil de Taperoá, no cariri paraibano,
continua de portas fechadas. Depois de terem sido feitos reféns com armas apontadas para a cabeça,
os funcionários se negaram a voltar ao trabalho enquanto o policiamento
da cidade não fosse reforçado. Para eles, um trauma. Para a população,
ficou a dificuldade de acesso ao serviço bancário.
"A gente está
prejudicado desde o assalto porque agora temos que viajar cerca de 50km
para as cidades mais próximas que têm banco, como Juazeirinho ou
Teixeira. Nem os caixas eletrônicos estão funcionando. Reclamamos à
ouvidoria do banco, mas não tivemos nosso pedido atendido", diz o
cliente Rildo Vanderley.
Deoclécio Moura
Filho, prefeito da cidade, também se manifestou. Segundo ele, até o pagamento dos
funcionários públicos está comprometido devido à falta de acesso à
agência para que a administração municipal deposite o dinheiro.
Vendo em outro ângulo, os funcionários reivindicam segurança e dizem que já
receberam ameaças de um terceiro assalto na agência. "A agência fechou
para reforma, mas depois disso permaneceu o sentimento de insegurança.
Tivemos que providenciar apoio psicológico para o nosso corpo de
funcionários, mas acreditamos que tudo seja resolvido em breve",
informou o assessor de imprensa do Banco do Brasil, Elinaldo Quirino.
O
tenente coronel José Ronaldo Diniz Silva, comandante do 10º Batalhão da
Polícia Militar (responsável pela segurança da área), informou ao G1
que o pedido dos funcionários do banco e da população por um reforço na
segurança foi atendido por parte do Governo do Estado. "Estamos fazendo
um trabalho preventivo com abordagens nas rodovias estaduais e nas
entradas da cidade. Esperamos que nem tão cedo aconteça assalto lá de
novo", informou.
No dia 24 passado, o vice-governador Rômulo
Gouveia e o secretário estadual de Segurança Pública, Cláudio Lima,
estiveram no local inaugurando as instalações do 5º Pelotão de
Policiamento. A unidade passou a contar com 28 policiais que se revezam
em escalas e ganhou novas armas, fardas e dois carros.
A opinião do secretário Cláudio Lima, é que o problema de segurança pública no país não é
responsabilidade somente do Governo. "Alguns setores não têm feito sua
parte, a exemplo dos bancos, que pouco têm se preocupado com a
questão", afirmou. Segundo ele, neste ano foram presos 80 suspeitos de
envolvimento em assaltos a bancos na Paraíba.
O assessor de
imprensa do Banco do Brasil disse acreditar que a agência volte a
funcionar assim que a greve dos bancários terminar. "Não abriu ainda
por uma questão técnica. Agora que houve reforço na segurança da cidade
com o novo pelotão, estamos prontos para voltar a trabalhar", disse
Elinaldo.
Com G1PB