Greve por falta de qualidade de ensino...

Todo corpo docente dos sete campi da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) vão paralisar as atividades a partir desta terça-feira (23). O movimento segue até quarta-feira (24), quando será realizada às 9h uma nova assembleia com os docentes, que irão decidir sobre o início ou não de greve por tempo indeterminado. Cerca de 15 mil alunos devem ficar sem aulas.

A aluna Mayara Dutra está no segundo período do curso de Letras e já teme os transtornos causados pela possível greve. “Sou de Natal e já estou com medo desta paralisação, pois caso ela se estenda, terei de voltar para casa e tentar um novo vestibular, pois como estou no início do curso ficarei bastante prejudicada”,disse.

Segundo o professor Luciano Mendonça Lima, diretor da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Campina Grande (ADUFCG), que representa os docentes dos campi de Campina Grande, Cuité, Sumé, Pombal e Sousa, durante o encontro de amanhã será analisada a proposta limite apresentada pelo Governo Federal na última sexta-feira (19).

Para Luciano, na proposta divulgada pelo governo, foi aprovado o aumento de 4% em cima do salário base – que é de R$ 557 para professores em início de carreira, chegando a R$ 1.500 com a incorporação das gratificações – além da incorporação da Gratificação por Exercício do Magistério Superior (Gemas) e incremento de 4% da Retribuição por Titulação (RT).

Além disso, o governo antecipou para o mês de março a vigência do acordo proposto – que seria válido inicialmente em julho – e se comprometeu a abrir mesas de negociações para discutir o plano de carreira destes profissionais, com data limite até o mês de maio.

O diretor da ADUFCG fala que, este acordo ainda está muito distante das reivindicações da categoria, que defende um reajuste salarial de 50%. “Há seis anos não tivemos reajuste, este aumento se justifica graças à inflação registrada durante este tempo. Queremos ter o mesmo poder aquisitivo que tínhamos em 2005”, afirmou Luciano Mendonça.

Na opinião Henaldo Morais, presidente da Associação dos Docentes Universitários de Cajazeiras (ADUC), no campus de Cajazeiras, os professores também aderiram à paralisação e se reúnem em assembleia amanhã, às 19h, para decidir sobre a aprovação ou não da greve. Já no campus de Patos, a assembleia entre os docentes acontecerá às 9h de amanhã.

A administração da UFCG aguarda o comunicado do movimento grevista para se posicionar sobre a paralisação. “A pauta principal é dirigida ao Governo Federal, então o que podemos fazer é intermediar a negociação. Caso tenha alguma demanda local, levamos aos conselhos ou resolvemos na área administrativa sem problemas. Nossa intervenção se dá junto às entidades universitárias federais, mas não podemos negar o apoio e achamos a reivindicação justa”, explicou o vice-reitor da UFCG, Edilson Amorim.

Com Georgia Simonelly/JPB

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