O jovem teme as ameaças...
Em Riacho de Santo Antônio, no cariri paraibano, o adolescente que teme ser morto disse que está sendo hostilizado pela. Após ser liberado, o rapaz está acompanhado por parentes com medo de ser linchado e disse que a ameaça da qual é acusado foi inventada, provavelmente, por uma pessoa que brigou com ele numa sinuca. Na escola, durante o retorno às aulas nesta segunda-feira (25) pela manhã, o clima entre alunos e pais era de apreensão.

para o Diretor da escola do município Josefa Lídia Alves, onde o caso foi registrado o mesmo se reuniu com professores, conselheiros tutelares e a Secretária de Educação do município para elaborar um documento que solicita apoio junto à Secretaria de Segurança do Estado pedindo reforço policial na cidade. “Quando essa ameaça aconteceu não tinha um policial na cidade”, afirmou José Lindacir Alves.

O diretor falou que entrarar em contato com a Secretaria de Educação para ver com mais atenção o caso para que haja mais segurança no local. “O porteiro a gente já trocou e essa semana vou conversar com a secretária e ver o que pode ser feito de urgente”, disse Lindacir. O Conselho Tutelar de Riacho de Santo Antônio acompanha outros seis casos de violência dentro das escolas da cidade, incluindo bulliyng e ameaça a professores.

Boa parte dos pais e responsáveis por alunos daquela escola, esperavam seus filho na saída do educandário. A mãe de uma das alunas ameaçadas, a agricultora Maria Santos da Silva, 30, disse que a filha de 14 anos não quer mais voltar a estudar. “Ela está em choque e disse que só vai assistir aula se eu estiver junto”, contou.
Entendendo o caso

Tudo aconteceu há mais de um mês, mas foi na última quarta-feira (20), que os pais quiseram entrar na escola na tentativa de tirar os filhos da sala de aula após receberem um aviso de que o local seria invadido por um adolescente armado. De acordo com o delegado que acompanha o caso, Julio Ferreira, o adolescente, que não estuda na escola, teria feito a ameaça aos alunos, que informaram aos pais. O alvo do adolescente seria as alunas ‘mais bonitas’. “Foi uma confusão, as mães ficaram em pânico, eram mais de 50 pais de alunos aqui na frente, balançando o portão e gritando pra tirar os filhos das salas, dizendo que vinha um menino matar as filhas delas”, contou a supervisora escolar Rosimere de Lima.

Para o aluno que fez o escândalo o mesmo disse: “Não queria matar”
Mostrando tatuagens por todo o corpo que fazem menção a explosivos e a morte, além das várias cicatrizes no rosto, o rapaz, de apenas 17 anos, conta que chegou a ficar dois meses detido no Lar do Garoto, em Campina Grande, acusado de tentativa de homicídio, mas que não tinha a intenção de matar as alunas da Escola Municipal Josefa Lídia Alves. “Eu fiquei detido depois que me envolvi em uma briga, mas essa história que eu queria matar as meninas é inventada”, disse o menor.

O garoto chegou a ser apreendido após as denúncias de que planejava invadir a escola municipal, mas foi solto após passar por interrogatório. “Eu não queria matar ninguém não, estudei lá quando era pequeno e conheço todo mundo, tenho amigos lá, mas não queria machucar ninguém não”, se manifestou na defesa. Ele admitiu que guardava uma espingarda de fabricação caseira em casa e que a arma foi descoberta durante uma revista feita por policiais. “Eu tinha pra me proteger, pra ninguém mexer comigo”, falou ele.

Quando a ameaça foi divulgada e a escola solicitou a polícia, a delegacia estava fechada. “Na cidade não tem um policial militar sequer. Um caso grave como esse e a gente sem um policial aqui, sem segurança de nada”, afirmou a conselheira tutelar Janisdan Cléa Pereira da Costa.

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