Terá início nesta quarta-feira (23), no município de Monteiro, o 2º Festival de Cultura Cariri Paraibano Zabé da Loca, realizado pela Prefeitura Municipal de Monteiro com o apoio da Universidade Estadual da Paraíba e outros parceiros.

O evento, que neste ano prestará uma homenagem ao compositor Ilmar Cavalcante, segue até o domingo (27), com atrações culturais exibidas gratuitamente em diversos locais da cidade. A proposta é apresentar à comunidade uma série de atividades artísticas próprias da região.

A UEPB participará efetivamente da abertura do Festival, com uma apresentação de dança clássica, dirigida pela professora da Casa Brasil da Instituição, Claudia Saboya, e da exibição teatral da peça “Guiomar: sem rir e sem chorar”, de autoria de Lourdes Ramalho, com atuação e direção de Fátima Ribeiro. O espetáculo, que alcançou grande sucesso no País, será levado pela UEPB para o município.

No dia da abertura, a partir das 19h, será exibida a peça “As Plêiades Matemáticas”, do grupo Coisas Acadêmicas, baseado no texto de Marcos Freitas. O diretor do Campus VI da UEPB em Monteiro, professor José Joelson Pimentel de Almeida, é responsável por dirigir a montagem em parceria com César Lima.

O grupo Coisas Acadêmicas é composto por 14 atores, sendo todos alunos do Campus VI. Para o professor Joelson, a Universidade tem muito que aprender com a comunidade, em uma constante troca de saberes e, como lugar próprio para o desenvolvimento de políticas de informação, deve manter uma participação expressiva, aproveitando as atividades culturais como cerne para o êxito de programas de extensão.

A vasta programação do evento inclui ainda um festival de violeiros, músicas diversas e muita cultura popular, além de palestras, literatura, exibição de filmes, oficinas e gincana cultural.

Teatro e Matemática

O diretor do Campus VI da UEPB acrescentou que “As Plêiades Matemáticas” será apresentado no Teatro Municipal Jansen Filho. “A montagem foi exibida pela primeira vez na cidade no dia 21 de dezembro, com casa lotada e grande repercussão entre os moradores de Monteiro e regiões circunvizinhas, o que foi um estímulo para a reapresentação”, disse.

Ele explicou que, embora tenha uma conotação de números e cálculos, a intenção da peça é aguçar a curiosidade dos espectadores a respeito do progresso da ciência na história da humanidade.

“A peça serve para mostrar que a trajetória da ciência é construída pelas ações humanas, logo, suscetível de erros e sendo sempre necessário muito trabalho e esforço. Além disso, enfatiza a participação das mulheres na evolução da matemática”, acrescentou.

Mais sobre “Guiomar: sem rir e sem chorar”

O texto de apresentação de “Guiomar: sem rir e sem chorar” diz que a protagonista é uma mulher supersticiosa, perspicaz, desaforada.

"É a voz do povo, que percebe coisas, capta, entende e comenta à boca-pequena, mas posto frente à autoridade para assumir-se, provar – tangencia a princípio, lança mão de meias palavras, até que, numa exacerbação daquilo que há muito guarda represado – resolve soltar a língua e despejar queixas, desesperos e angústias desde quanto atravessadas à garganta, engasgando, sufocando e asfixiando como opressiva câmara de gás".

Com Ascom UEPB / Midia10

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