Passadas as eleições do último mês de outubro e empossados os vencedores, uma das prioridades da Justiça Eleitoral em 2011 será julgar os processos remanescentes ainda do pleito municipal.
Vários prefeitos cassados administram com a “corda no pescoço”, ou seja, sustentados em liminares, entre eles, Veneziano Vital do Rêgo (Campina Grande), Marcos Odilon (Santa Rita), Antônio Mendonça, “Bolão”, (Lucena), Martinho Cândido (Gurjão), Thiago Pereira (Princesa Isabel), Luci Costa (Barra de São Miguel) e José Orlando Teotônio (Juru).
Martinho, de Gurjão, sofreu duas cassações
Em oito meses, o prefeito de Gurjão, no Cariri, Martinho Cândido (PT), e a vice Suelene de Souza Matias foram cassados duas vezes pelo juiz Antônio Gonçalves Ribeiro, da 22ª Zona Eleitoral. Em dezembro do ano passado, eles foram condenados, em uma Aije, por abuso do poder político e econômico, que os tornou inelegíveis por três anos, além da aplicação da multa de R$ 20 mil.
Uma liminar concedida ontem pelo juiz do TRE, João Ricardo Coelho, os manteve nos cargos. Com a cautelar, fica também suspensa a posse do segundo colocado, Ronaldo Ramos Queiroz (PDT), e o vice Vandique Henriques. Em abril de 2010, o magistrado decretou a perda dos mandatos deles ao julgar procedente uma AIME (Ação de Impugnação de Mandato Eletivo). A cautelar fora também acatado por João Ricardo, no TRE.
No dia 19 de outubro de 2010, o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba cassou o diploma da prefeita e do vice-prefeito do município de Barra de São Miguel, Luci Costa (PMDB), e do vice Alexandro Brás Albuquerque, por inelegibilidade em virtude de parentesco. Eles conseguiram uma liminar no TSE, que suspendeu os efeitos da cassação
JP/Vitrine do Cariri