O canal do Eixo Leste do projeto de Transposição de Águas do Rio São Francisco já está na divisa da Paraíba, mas o estado poderá ficar sem receber os recursos hídricos, caso o governo não cumpra a sua parte no projeto, que é executar a denominada obra complementar, que consiste na construção do sistema de abastecimento de água e esgotamento sanitários nos 51 municípios por onde vão passar as águas do “Velho Chico”.

O alerta foi dado pelo deputado Francisco Quintans (DEM), durante reunião dos órgãos envolvidos no projeto, realizada na tarde desta quarta-feira (01/12), na Funasa. Na oportunidade, o deputado Quintans representou a Assembleia Legislativa da Paraíba. “Esperamos, agora, após a reunião de hoje, dar celeridade às obras complementares. Caso contrário, a Paraíba vai ficar de fora do projeto de transposição do São Francisco” disse.

A parte do governo do estado foi iniciada em 2008, pelo então governador Cássio Cunha Lima, que realizou licitação para a execução das obras complementares, cuja empresa vencedora foi a Arco Projetos, segundo informou Francisco Quintans. “A realidade é que, após Cássio deixar o governo, pouco foi feito no sentido de agilizar o andamento das obras, o que é lamentável porque a obra não é de um governante, mas sim do Governo do Estado. E a Paraíba não pode dar-se ao luxo de ficar de fora desse projeto”, declarou.

O diretor executivo da Arco Projetos, engenheiro George Cunha, explicou que houve uma série de “desencontros” após a empresa ter saído vencedora do processo licitatório. Segundo ele, há um longo e burocrático caminho para a liberação dos recursos federais, que passam pela Funasa e secretaria estadual de Planejamento até chegar a construtora que está executando a abra. “Esperamos que agora as coisas fluam. Porque sem recursos é impossível tocar uma obra desta magnitude”, comentou George Cunha.

A denominada “Obra Complementar” é uma exigência do governo federal para que os municípios possam receber o canal por onde vai fluir a água que vem do rio São Francisco, dentro do mega projeta de transposição. Para receber a água, os municípios têm que contar com sistema moderno de abastecimento d’água e de esgotamento sanitário, além de sistema adequado de coleta e destino do lixo. Técnicos da Seplan e da Cagepa representaram o governo do estado, na reunião da Funasa. O prazo para a execução da obra termina no dia 30 de junho de 2011.

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