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Juiz do Piauí manda tirar WhatsApp do ar no país inteiro
Uma decisão judicial pode tirar o WhatsApp do ar em todo o país. O juiz Luiz Moura Correia, da Central de Inquéritos da Comarca de Teresina (PI), determinou que uma empresa de telefonia “suspenda temporariamente até o cumprimento da ordem judicial (…), em todo território nacional, em caráter de urgência no prazo de 24 horas após o recebimento, o acesso através dos serviços da empresa aos domínios whatsapp.net e whatsapp.com, bem como todos os seus subdomínios e todos os outros domínios que contenham whatsapp.net e whatsapp.com em seus nomes e ainda todos números de IP (Internet Protocol) vinculados aos domínios já acima citados”.
A decisão do juiz Luiz Moura Correia é ainda mais ampla. Ele diz que a empresa de telefonia deve “garantir a suspensão do tráfego de informações de coleta, armazenamento, guarda e tratamento de registros de dados pessoais ou de comunicações entre usuários do serviço e servidores da aplicação de trocada de mensagens multi-plataforma denomidada Whatsapp, em que pelo menos um desses atos ocorra em território nacional”.
O processo corre em segredo de Justiça. A empresa de telefonia luta para cassar a decisão, tomada pelo juiz Luiz Moura Correia em 11 de fevereiro, antes de ser obrigada a cumpri-la. A empresa de telefonia foi comunicada da decisão de Moura Correia em 19 de fevereiro por meio de um ofício do delegado Éverton Ferreira de Almeida Férrer, do Núcleo de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Piauí.
Rei africano comanda sua nação através da internet
O Rei Bansah, que mora em Ludwigshafen e trabalha como mecânico,governa seu povo usando a internet. O diferencial é que ele faz tudo isso a 7 mil km de distância de sua nação através de redes sociais, e-mails e por um software de chamadas telefônicas.
O mundo está tão moderno que às vezes beira o bizarro. Um monarca africano inovou de forma surpreendente e decidiu governar seu povo através da internet, porém bem longe de seu território. O rei do Gbi, uma região localizada em Gana, está comandando sua nação a mais de 7 mil quilômetros de distância, diretamente da Alemanha. Quem acha que esta é a única peculiaridade sobre ele se engana. No país europeu, o rei Céphas Bansah trabalha como mecânico e vive sem nenhuma regalia de chefe de estado.
Afinal, como Bansah governa o seu povo? Ele utiliza ferramentas onlines comuns ao cotidiano de qualquer pessoa, entre elas e-mails, redes sociais e um software de chamadas telefônicas online. Quando o assunto é breve, ele opta por usar apenas o correio eletrônico, porém quando necessita de uma conferência ao vivo é utilizado um famoso programa de mensagens instantâneas e chamadas de vídeo online. Desta forma, ele se mantém informado sobre o dia-a-dia de seus súditos e ainda pode determinar as novas ações de seu governo virtual.
A justificativa oficial para o rei governar tão distante de suas terras é o importante intercâmbio que ocorre entre as duas nações. Morando na Alemanha, ele fica mais próximo das novas tendências e tecnologias e pode inseri-las mais rapidamente em sua nação. Contudo, engana-se quem acha que o monarca utiliza verba pública para se manter no exterior. Durante o dia, o rei Bansah é apenas mais um trabalhador entre tantos milhões na Alemanha. Ele atua em sua própria oficina mecânica consertando automóveis. Já à noite, ele se transforma no soberano governante do povo Ewe. Recentemente, o rei teve sua oficina arrombada e foram levadas diversas joias reais, entre elas sua coroa. Contudo, o monarca ficou a salvo e não sofreu qualquer ferimento.
'Único' herdeiro
Assim como em outras monarquias, Bansah recebeu o trono de um parente, no caso seu avô. Oficialmente, ele era o terceiro da linha sucessória, porém herdou a função após seu pai e irmão mais velho serem excluídos porque eram canhotos. Para o povo Ewe esta é uma das piores características que um ser humano pode ter e por isso, nenhum canhoto deve assumir o cargo máximo da nação.
Ewe
Etnia do rei Bansah, os Ewes são um dos povos que vivem na região de Gana, Togo e Benim. Seus membros são conhecidos pela forte união entre si que geram enormes famílias, além de serem poligâmicos. Contudo, mesmo com a tecnologia trazida da Alemanha pelo seu soberano, a maior parte da população Ewe ainda vive em casas construídas de barro e madeira.
Troca de mensagens eróticas é uma prática arriscada
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| Imagem ilustração |
Uma pesquisa sobre hábitos de uso da internet por jovens brasileiros, realizada pela Safernet –ONG que tem como missão defender e promover os direitos humanos na web–, divulgada em 2014, apontou que 20% dos adolescentes já receberam textos ou imagens sensuais e eróticas, e 6% enviaram conteúdo desse mesmo teor. Desses, 63% confirmaram ter enviado mais de cinco vezes esse tipo de mensagem a alguém da sua rede de contatos.
"Os aplicativos para celular Whatsapp e Snapchat são os mais utilizados por essa faixa etária", afirma Rodrigo Nejm, diretor de prevenção da entidade responsável pelo estudo.
O comportamento é tão comum que ganhou uma expressão própria na língua inglesa: "sexting", que é a união das palavras "sex" (sexo) e "texting" (envio de mensagens). Na prática, o termo expressa a maneira como os jovens têm manifestado sua sexualidade, compartilhando sua intimidade em redes sociais e aplicativos de celular.
"Tudo começou com textos mais eróticos. Depois, os adolescentes passaram a enviar fotos sensuais (nus e seminus) e vídeos que mostravam cenas de relações sexuais, até mesmo dentro de escolas", diz Nejm.
A prática deixa os adolescentes bastante vulneráveis e por isso é essencial que, em casa, os pais conversem abertamente sobre o assunto. De acordo com Alexandre Saadeh, especialista em transtornos de sexualidade do Instituto de Psiquiatria do HCFMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), os jovens têm habilidade para lidar com a tecnologia, porém não têm maturidade para discernir os limites de privacidade e para avaliar possíveis consequências de seus atos.
"Dialogar é imprescindível. Os pais devem estar atentos aos temas atuais, precisam se inteirar do universo do filho para poderem orientá-lo corretamente", diz o especialista.
Para Saadeh, discursos moralistas e proibir ou limitar o uso da tecnologia não surtem efeito. "Os pais precisam ter paciência para dialogar sobre a vida online de seus filhos, evitando riscos e danos futuros", fala Nejm. Nesse caso, navegar junto, manter-se próximo e questionar os filhos, quando necessário, são atitudes válidas.
Esse acompanhamento e o diálogo sobre o uso da tecnologia devem começar cedo. Segundo os especialistas, a partir dos cinco ou seis anos de idade, a criança já deve receber orientação sobre privacidade para saber o que pode compartilhar na internet.
Segundo a psicóloga Miriam Barros, psicodramatista formada pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), o assunto tem de ser abordado antes que ocorra algum tipo de problema, pois remediar é muito mais complicado.
Respeito e relação de confiança
Em geral, o conteúdo de "sexting" costuma ser compartilhado por garotos e garotas. No entanto, elas são as vítimas mais frequentes desse tipo de exposição. "A repercussão de imagens femininas costuma ser maior, provocando reações mais negativas e violentas", diz Nejm.
De acordo com a psicóloga Miriam, cabe aos pais tentar entender qual é a motivação dos filhos que se expõem na internet. Ela reforça a importância de um diálogo amoroso, que contemple argumentos consistentes em vez de acusações e agressões.
"O jovem deve ser bem orientado para não mostrar algo tão íntimo. O relacionamento pode não durar para sempre. E o que foi compartilhado na internet dificilmente será apagado", fala a especialista.
Os filhos devem ser ensinados a respeitar e a não quebrar a relação de confiança com o par. "O pai de um jovem que expõe o outro precisa ter uma postura ainda mais firme do que a do pai que tem um filho exposto", diz Saadeh. Isso porque um adolescente que recebe uma imagem íntima e compartilha está cometendo uma grande violência, ignorando valores como respeito, consideração e confiança.
"O jovem precisa ser educado para mudar suas atitudes e sua forma de pensar. Caso contrário, chegará à fase adulta sem valores muito claros e poderá ter dificuldades de relacionamento", declara o psiquiatra.
Uma atitude responsável, segundo Miriam, é ensinar o filho a se colocar no lugar do outro. E, ao descobrir que errou, o adolescente deve ser orientado a refletir sobre o comportamento adotado, buscando melhorá-lo. "Não adianta culpá-lo, pois isso tende a afastar o filho dos pais. O mais importante é estar disponível para ouvir, esclarecer e mostrar alternativas melhores", afirma Saadeh.
Para saber mais
A Safernet Brasil disponibiliza em seu site uma cartilha com informações sobre como lidar com o problema. Além disso, oferece o Helpline, um serviço de orientação online gratuito, via bate-papo, com psicólogos.


