O governador eleito Ricardo Coutinho (PSB) embarca hoje para Brasília onde participa de reunião amanhã com o presidente nacional do PSB, o governador reeleito de Pernambuco, Eduardo Campos e os outros quatro administradores estaduais vitoriosos este ano pela legenda.
A sigla teve seu peso ampliado e deve se consolidar na base governista da futura presidenta Dilma Rousseff.
Nas entrevistas que concedeu ontem o socialista adiantou que uma das propostas que vai levar ao governo federal será a construção de um hospital metropolitano em Santa Rita, para desafogar as unidades de João Pessoa, que recebem mais pacientes do que sua capacidade de atendimento. A segunda reivindicação será a ampliação do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), um dos caminhos para conseguir a redução da violência com investimentos sociais nas comunidades mais vulneráveis. E a terceira solicitação é para a construção de um hospital de oncologia em Patos, no Sertão, para suprir esta necessidade na rede pública estadual.
Os governadores estão na expectativa para a reunião com Dilma, após a revelação pela presidenta eleita do interesse em se encontrar com todos os gestores que tomarão posse em janeiro de 2011. A data, no entanto, ainda não está definida. A petista deve tirar dois dias de folga e no sábado poderá viajar com o presidente Lula para a África, em viagem oficial. Diante do novo peso do PSB e do prestígio de Eduardo Campos, é provável que Ricardo Coutinho já tenha oportunidade de colocar as prioridades iniciais para a Paraíba.
No retorno de Brasília, Ricardo Coutinho deve anunciar até a sexta-feira sua equipe de transição, que ficará responsável pela coleta de informações acerca das condições fiscais do estado em todos os setores da administração direta e indireta até o final do ano, quando haverá a mudança de gestão. A principal fonte dos dados será o Tribunal de Contas do Estado (TCE), e o socialista expressou a necessidade de se estabelecer um quadro da real situação da máquina estatal, de onde pretende nortear o que considera as ações prioritárias. O socialista se esquivou de adiantar nomes que comporão a equipe de transição e o secretariado do governo, afirmando apenas que a transição será conduzida por um grupo enxuto sob sua coordenação.
Mas nos bastidores políticos já foram citados ontem prováveis nomes para a equipe de transição: Nonato Bandeira, Luzemar Martins, Gustavo Nogueira, Lúcio Flávio e Walter Aguiar. O petista Walter Aguiar atuou na preparação do programa de governo de Ricardo na campanha. Gustavo Nogueira e Luzemar Martins devem compor a equipe na cota do ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB), senador eleito, mas que está com seu registro de candidatura subjudice.
Quanto à composição da equipe de governo, Ricardo pontuou que vai buscar os aliados e analisar os perfis indicados para a nomeação. Uma das defesas para a plataforma de ações da gestão do socialista está na criação de "metas sociais" para tentar reduzir os índices negativos do estado, especialmente na mortalidade infantil e no analfabetismo, em que o gestor pretende recompensar financeiramente os municípios que mais se esforçarem para diminuir os índices adversos.
A segurança pública é outro ponto considerado "crítico" pelo candidato eleito, que considera a necessidade do Estado retomar o controle da situação e promover a proteção da população dentro de uma "cultura de paz". Ainda entre as propostas de Ricardo Coutinho estão a redução de taxas de energia e esgoto para a população de baixa renda, a redução do Imposto Sobre Redução de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) sobre produtos alimentares da cesta básica.

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